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UEPG mobiliza comunidade universitária em palestra sobre linguagem e racismo

O evento aconteceu nos dois Campi, com a palestrante Glenda Valim de Melo (Unirio) e dá seguimento à serie de palestras com a chamada ‘Não é brincadeira’, iniciativa institucional no combate ao racismo

UEPG mobiliza comunidade universitária em palestra sobre linguagem e racismo. Foto: Maurício Bollete

A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Prae-UEPG) mobilizou a comunidade universitária, nesta terça-feira (29), para a palestra “Não é Brincadeira: Linguagem e Racismo”. O evento aconteceu nos dois Campi, com a palestrante Glenda Valim de Melo (Unirio) e dá seguimento à serie de palestras com a chamada ‘Não é brincadeira’, iniciativa institucional no combate ao racismo.


Larissa Felix Ferreira, aluna de Serviço Social, compareceu ao evento na UPEG Centro. “A palestra foi incrível, fez com que as pessoas que estavam presentes se colocassem a refletir sobre coisas que muitas das vezes passam despercebidas”, descreve. Para ela, ainda é importante promover debates contínuos sobre o tema. “É nítida a importância que se dá a realização de debates em espaços públicos, precisamos ser a resistência para desconstruir essas práticas que insistem em se enraizar em nossa sociedade”.


A instituição atua, desde 2019, com campanhas institucionais contra todas as formas de assédio e discriminações. Desde junho de 2019, a Prae trabalha com a campanha “UEPG está de olho”, com atividades de conscientização da comunidade universitária no combate à incitação da violência; à apologia ao nazismo; ao racismo e à LGBTfobia.

“A participação dos alunos no evento foi intensa em quantidade de presentes e também na atenção que dispensaram à fala da palestrante”, explica a pró-reitora da Prae, professora Ione Jovino. O compromisso institucional com a temática é importante para a prevenção e orientação sobre a pauta racial. “Também desperta interesse pela pesquisa sobre o tema, traz conteúdo para as aulas. Tivemos muitos professores e professoras parceiros que levaram seus alunos e alunas, isso foi bem marcante”, conta.


A Prae atua em parceria com grupos e projetos que trabalham nas temáticas raciais, e busca trazer especialistas que possam trazer uma abordagem interseccional. “A Prae tem atuado como parceira desses grupos e também de órgãos externos a UEPG para levar as campanhas e discussões das temáticas”.


A palestra abordou ações aplicadas por meio da linguagem, como racismo, LGBTQIfobia e misoginia. “Propomos uma reflexão de que outras ações e narrativas podem ser contadas e o racismo combatido, com outras práticas de linguagem”, destaca a professora Glenda.


A Universidade, ao propor discutir, refletir e agir contra o racismo, promove um diálogo relevante sobre algo que ocorre em toda a sociedade, incluindo espaços acadêmicos, conforme destaca a palestrante. “Ações que promovam a reflexão e mostrem a responsabilidade que há no uso da linguagem possibilitam transformar textos que ferem em possibilidades de cura”.


É papel da Universidade coibir qualquer forma de crime, incluindo o racismo e a injúria racial. “A linguagem é poderosa no combate aos “ismos” que trazem sofrimento humano. Como produtora de conhecimento, a universidade pública deve adentrar o debate racial, promover soluções pelo caminho da educação e da lei para que o racismo seja punido”, finaliza.


“A palestra de ontem nos mostrou que, muitas vezes, fomos racistas sem perceber”, relata Meirielli Mika da Luz. “Abordar o tema de discriminação nas instituições sempre é muito importante, ainda mais quando se trata do racismo, o que está cada vez mais comum na sociedade”, destaca.


Para Vitória Santos, a palestra foi importante para sua experiência pessoal e acadêmica. “Eu nunca havia assistido alguma conversa relacionada, com temas tão necessários e importantes na sociedade atual”. A dinâmica da atividade também chamou a atenção da acadêmica. “A palestrante conseguiu passar para todos seus ouvintes dores vividas, problemas raciais que infelizmente ainda acontecem. Se eu pudesse, recomendaria para todos terem assistido”, finaliza.

Foto: Maurício Bollete


Da Assessoria



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