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Cientista que fugiu da guerra da Ucrânia é recepcionada pela UEPG

Lesia veio da Alemanha, onde estava refugiada, acompanhada da família – o marido Oleksandr Zolotyi; e os filhos Katerina Henserovska e Nazarii Zolotyi

O momento de encontro entre UEPG e a família ucraniana envolveu presentes simbólicos. Foto: Luciane Navarro

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) recebeu, nesta quinta-feira (01), a pesquisadora ucraniana Lesia Zolota, bolsista do Programa Paranaense de Acolhida a Cientistas Ucranianos, promovido pelo Governo do Paraná, por meio da Fundação Araucária e Superintendência Geral da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Pesquisadora na área de propriedade intelectual, ela irá atuar no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais Aplicadas (PPGCSA) da instituição pelos próximos dois anos.

Lesia veio da Alemanha, onde estava refugiada, acompanhada da família – o marido Oleksandr Zolotyi; e os filhos Katerina Henserovska e Nazarii Zolotyi. A recepção aconteceu ainda no Aeroporto Afonso Pena, de São José dos Pinhais, com equipe do Escritório de Relações Internacionais da UEPG e bolsistas que irão acompanhar a estadia e atividades da família. Na chegada à cidade, a equipe apresentou a Casa Internacional da UEPG, local em que a família ficará hospedada por algumas semanas até mudança para residência permanente. Os quatro receberam as chaves da Casa e um guia trilíngue (em português, inglês e ucraniano), com principais informações e contatos.


O Programa Institucional visa prestar acolhimento social, em forma de apoio, nas atividades cotidianas dos pesquisadores ucranianos e suas famílias, com o objetivo de integrá-los socialmente, a partir da vivência acadêmica e social. No total, será disponibilizado o valor global de R$18 milhões para subsídio. De acordo com o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, a ação conta com o apoio de instituições parceiras acadêmicas, governamentais e de diversos outros segmentos, internacionais e nacionais. “Elas possuem o intuito e a missão primordial de localizar as cientistas ucranianas para que tenham acesso, conheçam e sintam vontade em aderir ao Programa”, informa.

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A chegada é mais um laço de união do Paraná, por meio do ensino superior, pesquisa e cooperação internacional, de acordo com o professor Miguel Sanches Neto, reitor da UEPG. “Temos certeza de que a atuação da professora aqui será de grande valia para nossos cursos, Universidade e nossa cidade”. O reitor finaliza com boas-vindas à família. “Sintam-se não em um país estrangeiro, mas em uma extensão da sua pátria, que neste momento sofre tantas perdas para defender a sua autonomia. Contem com a solidariedade do Brasil e da UEPG”.


Acolhida

O ERI-UEPG organizou outros momentos de acolhida para Lesia e família. Na próxima semana, as atividades englobam confecção de documentos na Receita Federal, acolhida institucional e tour pela UEPG e passeio para conhecer a Colônia Witmarsum. “As expectativas são as mais positivas possíveis, uma vez que toda troca intercultural é enriquecedora a ambas as partes. A UEPG ganhará com o trabalho de Lesia, principalmente no Programa em Ciências Sociais Aplicadas”, ressalta Sulany Silveira dos Santos, diretora do ERI. “A professora também ganhará com a estrutura da UEPG e com as novas parcerias acadêmicas que desenvolverá em nossa instituição” complementa.

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O momento de encontro entre UEPG e a família ucraniana envolveu presentes simbólicos. Ainda no aeroporto, a faixa escrita “Bem-Vindos”, em português e ucraniano, recebeu os viajantes. Um buquê de rosas azuis e trigo, representando as cores da bandeira ucraniana, foi entregue a Lesia, depois de um abraço de Sulany e equipe.


Claudio Júnior, assessor do ERI, acompanhou a recepção e o trajeto até Ponta Grossa. “Realizar o processo de planejamento e execução da recepção dos ucranianos em nossa instituição representa, simbolicamente, a acolhida a tantas outras famílias que sofrem as mazelas da opressão e da perda de seus direitos civis”, enfatiza. Os presentes entregues para eles simbolizaram todo o acolhimento que a instituição proporciona. “Por mais simples que possam parecer, tornaram o momento bastante emocionante e marcante”.


Planejamento

O trabalho de Lesia na Pós-Graduação foi planejado pelo coordenador do PPGCSA, João Irineu Miranda. “A professora Lesia vai desenvolver uma pesquisa de levantamento e proteção ao patrimônio imaterial relacionado à imigração ucraniana no centro-sul paranaense”, informa. A ideia é que Lesia oriente dois mestrandos do Programa. “Ela irá atender os alunos sobre aspecto cultural e jurídico do patrimônio ucraniano e, eventualmente, traduzir essa pesquisa em artigos e um livro sobre o tema”.


A família receberá assistência durante todo o período de permanência na UEPG. A instituição designou estagiários, chamados de “anjos”, para acompanhá-los na busca por moradia; orientá-los no transporte público; em visitas aos Campi da UEPG e outras instituições; na obtenção de documentos na Polícia Federal; na abertura de conta em agência bancária, entre outras atividades. A professora Valeska Gracioso Carlos irá gerenciar o trabalho dos estagiários. “Fizemos seleção com vários estudantes para ser o apoio da Lesia e família. A que se sobressaiu foi Maria Victoria Klosienski, aluna de Geografia, já formada em Relações Internacionais, além de ter experiência com comunidades ucranianas, tanto pesquisa quanto extensão”, explica.


Além da atuação das atividades na pós-graduação, Lesia também terá aulas de português para estrangeiros na Escola de Línguas, Literaturas e Culturas (Eslin-UEPG). “É sempre muito bom receber e trabalhar para promover troca de experiências com pessoas de outros países e culturas. Além do acolhimento, iremos promover a integração entre eles e as comunidades ucranianas da região, além de fazer a integração com a Universidade”, finaliza.


Da Assessoria

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