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Oficina incentiva escrita literária sobre Ponta Grossa

A proposta de “Construindo os Perfis da cidade” é desenvolver o olhar de interesse, gosto e capricho dos alunos para com a cidade

O projeto Perfis da Cidade - a saga com Vieira Neto é aprovado pelo Programa Municipal de Incentivo Fiscal à Cultura (PROMIFIC). Foto: Divulgação


Para celebrar e dar conhecimento à extensa produção literária da coluna Perfis da Cidade, o autor Flávio Madalosso Vieira irá ministrar uma oficina na próxima segunda-feira, 06, às 10h, no Colégio Estadual Regente Feijó. A proposta de “Construindo os Perfis da cidade” é desenvolver o olhar de interesse, gosto e capricho dos alunos para com a cidade. Flávio é autor das crônicas da coluna Perfis da Cidade há quase 30 anos, chegando a mais de 9.500 crônicas escritas e divulgadas.


O projeto Perfis da Cidade - a saga com Vieira Neto é aprovado pelo Programa Municipal de Incentivo Fiscal à Cultura (PROMIFIC), com patrocínio das Lojas MM Mercadomóveis e do Sicredi e edição pela ABC Projetos. O projeto inclui o lançamento de um livro com as crônicas de Vieira Neto, organizado pela escritora Renata Regis Florisbelo e a distribuição de flyers literários pela cidade.

A coluna Perfis da Cidade tem como protagonista a Princesa dos Campos. Os acontecimentos das ruas e esquinas da cidade, as mudanças na paisagem, as peculiaridades do município e os personagens - por vezes anônimos - que foram descritos primeiramente por Guaracy Paraná Vieira (Vieira Filho), dos anos 1950 a 1990, continuam sendo registrados por Flávio Madalosso Vieira (Vieira Neto), e são veiculados em rádios e jornais ponta-grossenses por quase 70 anos.

Para Flávio, o livro, os flyers, e as palestras sobre crônicas são maneiras de mostrar a importância de crônicas no contexto da literatura, seja apenas por leitura ou, principalmente pela sua produção já que escrever não é difícil, basta apenas pôr no papel (ou na tela) o que está no coração, na mente ou no sentimento. “As crônicas na verdade não são minhas. Eu só as escrevo. Elas são de quem quiser”, explica o autor.

É possível voltar ao tempo e resgatar as memórias das crônicas gravadas em rádio por meio dos QR Codes presentes no livro, servindo também como medida de acessibilidade. Com uma leitura gravada, outra forma de comunicação é possibilitada ao leitor. “Aquele narrador que está lendo coloca a emoção e vivência dele, então tudo isso traz uma outra qualidade de recepção deste conteúdo por parte do leitor”, afirma Florisbelo.


Da Assessoria