Com a casa cheia, Festival de Verão consolida força da cena cultural em PG
- culturacaopg

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A 11ª edição do Festival de Verão – Arte, Música e Conexão transformou o último domingo em um grande encontro cultural em Ponta Grossa, reunindo público em capacidade máxima no Espaço Sol de Verão. Com ingressos esgotados, o evento marcou o encerramento da estação com uma programação diversa que integrou música, circo, dança, artes visuais e iniciativas da economia criativa.
Durante mais de oito horas de atividades, o festival promoveu a circulação de artistas, produtores, artesãos e espectadores, fortalecendo o intercâmbio cultural nos Campos Gerais. Entre os destaques da noite esteve a apresentação da banda CPM 22, que levou o público ao auge da animação e encerrou o evento em clima de celebração.
A programação musical também abriu espaço para produções autorais, evidenciando o potencial criativo da região. Subiram ao palco as bandas Castanheira e Jamp, representando Ponta Grossa, além de Electric Mob e Machete Bomb, de Curitiba. DJs Mari Silva e Afrohigh completaram o line-up, todos com repertórios próprios, reforçando o festival como plataforma para artistas independentes.
Outras linguagens artísticas também tiveram protagonismo ao longo do evento. Intervenções circenses, performances de dança, exposições visuais e uma feira de artesanato ampliaram a experiência do público. A participação do projeto Pegaí Leitura Grátis, com arrecadação de livros, contribuiu para o caráter social e educativo da iniciativa.
Para a produtora cultural Erika Vernek, o resultado superou as expectativas iniciais. “O festival teve todos os ingressos esgotados, demonstrando o interesse do público por iniciativas culturais desse porte em Ponta Grossa. Nosso objetivo era realizar um evento sem divisão de pistas, em que todos pudessem compartilhar a mesma experiência e com acesso a diferentes linguagens artísticas em uma mesma programação”, destacou.
Segundo Erika, o impacto do evento também se refletiu na economia local. A produção envolveu mais de 100 contratações diretas e indiretas, abrangendo diferentes setores da cadeia cultural. “Além da equipe técnica e artística, o evento também gerou fluxo para setores como hotelaria e gastronomia, que recebem artistas, equipes e público. A participação da Casa do Artesão de Ponta Grossa também resultou em vendas expressivas de produtos artesanais, fortalecendo a economia criativa local”, pontuou.
O festival também reafirma sua trajetória na cidade. Criado em 2015, no Baviera, o evento se consolidou ao longo dos anos como um espaço relevante para a difusão artística e o fortalecimento da produção cultural local.
“O Festival de Verão teve sua primeira edição em 2015 no Baviera e ao longo de 10 anos apresentou dezenas de bandas e outras manifestações artísticas. Neste ano o evento ficou ainda maior com a parceria da Genius e da Jamp Produções na organização. Agradeço a eles por manterem vivo esse legado cultural e cuidarem tão bem desse projeto que por mais de uma década movimenta a cena local”, destacou Heros Fagundes, idealizador do festival.
A edição de 2026 foi realizada pela Jamp Produções, ToAki e Genius Social Cult, ampliando o alcance da proposta. “A realização do festival mostrou que existe um público interessado e uma produção cultural forte na cidade. A ideia é continuar desenvolvendo projetos que valorizem artistas locais, ampliem o acesso à cultura e fortaleçam a economia criativa”, completou Erika.
O projeto foi aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, por meio do Ministério da Cultura do Governo Federal.
Com informações: Assessoria
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