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  • Mayara Pontes

‘Boteco do Zé Pretinho’ movimentou a religiosidade afro em PG

O último evento do ano do terreiro ‘Caboclos da Lei’ contou com aproximadamente 300 pessoas e foi repleto de arte e cultura dos movimentos Umbandistas

A festa ‘Boteco do Zé Pretinho’ foi um evento realizado pelo terreiro ‘Caboclos da Lei’. Foto: Wilton Paz



O terreiro ‘Caboclos da Lei’ realizou no último domingo (18) o evento ‘Boteco do Zé Pretinho’, a festa marcou o encerramento das atividades festivas abertas ao público deste ano promovidas pelo terreiro. O evento contou com aproximadamente 300 pessoas e teve a participação do artista ponta-grossense Marquinhos e show do grupo ‘Samba com Dendê’.


Além dos shows de artistas locais, o evento teve a apresentação das curimbas, atração de grande destaque por sua simbologia, como explica o Pai Rafael Miranda de Almeida. “A curimba dentro do terreiro é o nosso grupo musical, que expressa músicas chamadas de pontos que contam as histórias dos nossos ancestrais e Orixás. É o maior símbolo de ancestralidade que um terreiro pode ter, até porque o instrumento atabaque é considerado a porta que conecta o mundo físico e o mundo espiritual”, explica.


O terreiro ‘Caboclos da Lei’ realizou este ano três eventos com propósitos sociais, em abril a ‘Feijoada de Ogum’, em setembro o ‘Aniversário de 4 anos do terreiro’ e por fim ‘Boteco do Zé Pretinho’. Além da ação beneficente dos eventos, também contribuem para que a população conheça de perto a cultura Umbandistas, rompendo com tabus e diminuindo a intolerância religiosa. “Além de arrecadar fundos para nossa instituição, esses eventos dão visibilidade para todas as comunidades de matriz africana, colocando a gente em uma posição de protagonista de uma grande festa em Ponta Grossa, mostrando nossa cultura e como nosso povo é unido, isso faz com o que muitas pessoas percam o medo e essa visão negativa oriunda da escravidão e fomentada por outras regiões”, finaliza Pai Rafael Miranda de Almeida.


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