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Astrofotógrafo amador de PG registra passagem de cometa

A última vez que este cometa nos visitou foi há 50 mil anos — e deve demorar tudo isso para que possa ser visto novamente

Astrofotógrafo amador de Ponta Grossa registra passagem de Cometa. Foto: Fabiano Ferreira Nascimento


O registro de uma imagem surpreendente de um cometa no céu foi feito pelo astrofotógrafo de Ponta Grossa, Fabiano Ferreira Nascimento, trata-se do cometa C/2022 E3 (ZTF) que se aproximou da Terra. A captura encantadora aconteceu no último domingo (12).


A última vez que o cometa C/2022 E3 (ZTF) nos visitou foi há 50 mil anos — e deve demorar tudo isso para retornar. Por isso, esse registro foi uma oportunidade única. Em algumas localizações, foi possível observar a passagem do cometa com binóculos ou até mesmo a olho nu.


Sobre a descoberta do Cometa

Este cometa foi descoberto em março do ano passado na direção da Constelação da Águia por astrônomos do Programa Zwicky Transient Facility ou ZTF. O ZTF é um programa de busca americano que varre o céu do hemisfério norte a cada 2 noites procurando por asteroides, cometas, supernovas, estrelas variáveis, binárias e outros transientes estelares. Nos últimos 3 anos, o ZTF já descobriu 10 cometas, e entre eles está o C/2022 E3 que também leva o nome de ZTF.


Sobre o Astrofotógrafo

O amor de Fabiano Ferreira Nascimento com o céu, é de longo prazo. O astrofotógrafo comenta que desde criança já se encantava com as atividades do céu, porém, nunca teve a oportunidade de aprender sobre. Mas tudo mudou em 2016, quando ele comprou seu primeiro telescópio, apenas para observar os planetas e a lua, mas, sentiu que ainda não era suficiente e que precisava fazer o registro do que via com fotos.


"Tive que ir adquirindo o equipamento aos poucos, porque são caros. Então comecei a participar de grupos de facebook e whatsapp e comecei a estudar técnicas." relata Fabiano

Para a captura acontecer com sucesso, várias técnicas são necessárias "O alinhamento polar da montagem do telescópio tem que ser precisa, essa montagem precisa acompanhar a rotação da Terra, para não gerar rastros das estrelas nas fotos em longas exposições", finaliza o astrofotógrafo.

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