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APAE de Castro recebe oficina de artesanato com tinta de terra

O projeto é aprovado no edital do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná (Profice)

As oficinas têm duração de aproximadamente duas horas, onde os portadores de necessidades especiais terão contato com o processo de criação da tinta de terra. Foto: Divulgação


Os alunos da APAE de Castro recebem, nesta segunda-feira (04), às 9 horas, a oficina de artesanato “Tons da Terra”, que se utiliza de terra, água e cola branca para confeccionar tintas dos mais variados tons de solo do Paraná. A ação é uma contrapartida social do projeto “O Circo Especial de Picolé”, que esteve em turnê durante os meses de abril e maio em mais de vinte cidades do Paraná.


O projeto é aprovado no edital do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná (Profice), do governo do Estado, e conta com patrocínio da Copel. A direção circense é de Robert Salgueiro, direção de produção de Geovana Abreu Salgueiro e coordenação geral da ABC Projetos.


As oficinas têm duração de aproximadamente duas horas, onde os portadores de necessidades especiais terão contato com o processo de criação da tinta de terra, desde sua matéria-prima bruta, passando pelo conhecimento do seu processo de trituração até chegar nos métodos de confecção das colorações e tons das tintas. As atividades promovidas serão ministradas pelas arte-educadoras Beatriz Goes e Rafaela Prestes e podem ser feitas para todas as idades.


A tinta pode ser aplicada em papel, madeira e concreto, o que possibilita o desenvolvimento de um trabalho artesanal que pode contribuir para a geração de renda. Os materiais utilizados são de baixo custo orçamentário e duráveis.


Segundo Robert Salgueiro, idealizador do projeto O Circo Especial de Picolé, as oficinas estão diretamente relacionadas às atividades já realizadas com os alunos da APAE. “É uma oportunidade de alunos e profissionais aprimorarem suas técnicas e os trabalhos já feitos com um material criado por eles, e ainda por cima terem um lucro com isso”, explica.


As oficinas também se propõem a desenvolver um olhar sensível para a criação e a promoção das Artes Visuais relacionadas à pintura por parte dos portadores de necessidades especiais, de modo que as práticas sejam mais conscientes e possam contribuir para um bom resultado estético.


Para a arte-educadora Rafaela Prestes, a diminuição de uso de materiais nocivos ao meio ambiente é um dos diferenciais da ação. “Tom da Terra é mais do que um projeto de artes visuais. Trabalhamos com a confecção de tinta a partir do solo. Coletamos terra que vira pigmento para depois produzirmos tintas. Desde o início o projeto alia Arte com Meio Ambiente, pensando em utilizar recursos naturais da melhor forma e de maneira adequada”.


O Circo Especial de Picolé

No espetáculo que percorreu o estado, Picolé, um palhaço atrapalhado, conta com o apoio do público para conseguir um emprego no circo. E é com a ajuda desses novos amigos que ele aprende a andar em monociclo e a fazer malabares. Ao mesmo tempo que aprende, ele também ensina aos espectadores mágicas, malabares e outras modalidades circenses.


As apresentações tiveram início em abril, na cidade de Palmeira. Os artistas também passaram pelos municípios de Reserva, Irati, Jaguariaíva, Castro, Imbituva, Prudentópolis, Campina Grande do Sul, Matinhos, Lapa, Guaratuba, Pinhão, Medianeira, Guaíra, Laranjeiras do Sul, Quedas do Iguaçu, Piraí do Sul, Ivaiporã, Ibiporã e Santo Antônio da Platina. Ao todo, a peça atingiu cerca de duas mil pessoas.

No espetáculo que percorreu o estado, Picolé, um palhaço atrapalhado, conta com o apoio do público para conseguir um emprego no circo. Foto: Divulgação

Programação

Confira a programação das oficinas “Tons da Terra” do projeto O Circo Especial de Picolé:

04/07 (segunda-feira) das 9h às 11h na APAE de Castro

04/07 (segunda-feira) das 14h às 16h APAE de Piraí do Sul

05/07 (terça-feira) das 8h às 10h na APAE de Palmeira


Da Assessoria