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Castro recebe Encontro Regional de Taiko

Tradição dos tambores é uma arte característica da sociedade japonesa e, ao longo dos anos, tem sido ensinada de geração a geração

o Parque Lacustre recebe nove apresentações de diversos grupos de Taiko de toda a região sul do país, convidados para participar do encontro. Foto: Divulgação


O som dos tambores japoneses, o taiko, irá ecoar em Castro nos próximos dias 27 e 28. A cidade é sede de mais uma edição dos Encontros Regionais de Taiko, que tem como objetivo manter viva a cultura milenar de uma das principais tradições nipônicas que se consolidaram no Brasil ao longo dos anos.


No dia 27, às 13h30, o Parque Lacustre recebe nove apresentações de diversos grupos de Taiko de toda a região sul do país, convidados para participar do encontro. As atividades do dia se encerram com uma performance feita por todos os grupos. Já no dia 28 será realizado na Associação Cultural e Esportiva de Castro (ACEC) um treino conjunto para aprimoramento de técnicas e compartilhamento de experiências. Os eventos são gratuitos.


O evento foi aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem a direção de produção da ABC Projetos Culturais e conta com patrocínio da Copel, Supermercados Tozetto, Zero Resíduos e Ponta Grossa Ambiental.


Segundo Fernando Shigueo, coordenador do Grupo Fuurinkazan Taiko de Ponta Grossa (https://www.facebook.com/fuurinkazantaiko) e diretor artístico do projeto, os encontros são uma forma de manter viva a cultura japonesa e perpetuá-la para as gerações mais novas. “2022 é um ano que marca o retorno das atividades dos grupos de Taiko depois de tanto tempo praticando dentro de casa, e esse reencontro será excelente para a confraternização dos grupos e a troca de ensinamentos entre eles”, diz.


Para Renan Yassunori Koike, diretor do Departamento de Taiko da Associação Cultural e Esportiva de Castro (ACEC), os encontros são uma forma de desenvolver laços de amizade entre os praticantes e simpatizantes da arte do taiko após dois anos de treinos remotos em decorrência da pandemia de covid-19. “Este é nosso primeiro evento desde o início da pandemia, então esperamos que ele seja o pontapé inicial para retomar toda a agenda de Taiko do Paraná, inclusive do Festival Paranaense de Taiko, que acontecia tradicionalmente todos os anos e era uma das maiores formas de expressão da cultura japonesa no Estado”, conta.


O Taiko

A tradição dos tambores é uma arte característica da sociedade japonesa e, ao longo dos anos, tem sido ensinada de geração a geração. O taiko é um instrumento de percussão tradicional do Japão com milhares de anos.


Durante a história, taikos foram utilizados com diversas finalidades: como meio de comunicação; para marcar tempo; na guerra para motivar tropas e amedrontar inimigos; na religião; em festivais e no teatro, para criar sonoplastias. É importante ressaltar que a apresentação de taiko era feita com poucas pessoas. Somente após a 2ª Guerra Mundial foi criado o sistema múltiplo, com várias pessoas tocando os instrumentos – como é tocado atualmente.


No Brasil, muitos descendentes de japoneses se reúnem em associações e grupos com o intuito de preservar a cultura oriental. Um exemplo são os mais de 100 grupos de taiko existentes no país. Somente no Paraná, são cerca de 15 grupos de taiko ativos, totalizando cerca de 200 tocadores.


Da Assessoria