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Santuário de Vila Velha é tombado como patrimônio histórico

Audiência pública, realizada no Cine-Teatro Ópera, teve decisão unânime por parte dos conselheiros do Compac

Audiência pública, realizada no Cine-Teatro Ópera, teve decisão unânime por parte dos conselheiros do Compac. Foto: Reprodução



Em audiência pública realizada na noite de segunda-feira (17), o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac) de Ponta Grossa decidiu, por unanimidade, tombar o Santuário de Vila Velha como patrimônio histórico cultural do município. Além da decisão sobre a igreja, foram tombadas obras de um acervo que se encontra atualmente em exposição no Centro de Cultura.


A audiência teve participação de conselheiros, divididos em três categorias, que se mostraram favoráveis ao tombamento. Durante a sessão, o vereador Dr. Erick realizou uma fala pedindo para que os participantes votassem a favor do tombamento. Em seguida, foi a vez do Bispo Dom Sérgio Arthur Braschi se manifestar sobre a igreja.


Para conseguir o tombamento do acervo de obras, a audiência teve o parecer do secretário de Cultura de Ponta Grossa, Alberto Portugal. Assim como na votação sobre a igreja, o acervo do Centro de Cultura foi tombado com unanimidade. De acordo com o regulamento do Compac, para que um item em votação seja tombado, é necessário ao menos 70% de aprovação dos presentes.


Ao final da audiência, o vereador postou um vídeo em suas redes sociais comemorando o tombamento. "Estou saindo agora do Teatro Opera, aconteceu agora pouco a sessão publica de tombamento da Ermida, a Igreja de Vila Velha. E graças a Deus, graças ao conhecimento e a inteligência dos conselheiros, a Ermida foi tombada como patrimônio histórico cultural. Quero agradecer a todos os conselheiros e quem apoiou essa causa. Nós precisamos preservar a nossa história e o nosso patrimônio", disse.


Quase 20 anos desativado

Desativado desde 2007, o Santuário de Vila Velha foi inaugurado em 1979 para servir de casa para monges beneditinos que vieram ocupar a região dos Campos Gerais. Em 2004, enquanto o Parque Estadual de Vila Velha estava temporariamente fechado, foi ventilada a ideia da demolição da igreja por não estar de acordo com “com os objetivos primários da categoria de manejo ou com os específicos da unidade”, segundo documento do plano de manejo de Vila Velha, elaborado no início deste século.


De acordo com o presidente da Associação de Preservação do Patrimônio Natural e Cultural (APPAC), Leonel Brizola, o Santuário de Vila Velha faz parte da paisagem local. “Aquela torre alta, a cruz e o espaço são interessantes também do ponto de vista religioso, pois muita gente já fez peregrinação até o santuário”, afirma.


O presidente da APPAC também disse que fez uma visita recente ao local e não seriam necessárias grandes obras para que pudesse voltar a funcionar. “O prédio está fácil de ser arrumado, não precisa fazer restauro, apenas reforma. Como pintar, trocar vidros, arrumar portas e colocar móveis novos. E realmente reativar ali como atividade religiosa, pois Ponta Grossa ganha se for tombada essa edificação”, explica Brizola.


Por aRede

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