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Projeto 'Do Arco-da-Velha' realiza apresentações em seis municípios do Paraná

A montagem traz contos populares, causos do interior, aventuras de Malasartes, além da sabedoria de ditos e provérbios

A montagem, que tem direção artística e produção de Luis Carlos Teixeira, conta com a participação da atriz e contadora de histórias Adriane Havro e do músico e arte-educador Érico Viensci. Foto: Divulgação

Até o mês de agosto de 2023, o projeto “Do Arco-da-Velha – Contos e Ditos Populares no Caminho dos Tropeiros” - da Malasartes - Educação Sensível - chega a seis municípios do Paraná para 78 apresentações gratuitas, reunindo tradições orais da cultura popular brasileira. A montagem traz contos populares, causos do interior, aventuras de Malasartes, além da sabedoria de ditos e provérbios, que são o retrato de modos de vida seculares de nosso povo, responsáveis por perpetuar uma arte expressiva imemorial que estreita laços de diferentes culturas.


As apresentações são dirigidas para crianças de 1º a 5º ano de escolas públicas de 6 municípios paranaenses que trazem em sua história a herança do “Tropeirismo”, com sua rica contribuição de fascinantes relatos, costumes, culinária e outras antigas tradições. O projeto chega em instituições escolares dos municípios de Balsa Nova, Campo do Tenente, Porto Amazonas, Carambeí, Sengés e Tibagi.


A montagem, que tem direção artística e produção de Luis Carlos Teixeira, conta com a participação da atriz e contadora de histórias Adriane Havro e do músico e arte-educador Érico Viensci. Esta equipe atua há mais de 20 anos com projetos ligados à pesquisa e difusão de manifestações culturais tradicionais, levados a escolas públicas, hospitais e entidades assistenciais de atendimento a crianças e jovens, em uma trajetória que já beneficiou centenas de escolas e milhares de alunos.


As sessões serão realizadas em locais alternativos como bibliotecas, salas de aula, e espaços de reunião das instituições escolares, incluindo também toda a comunidade escolar (educadores, zeladoras, merendeiras, familiares etc.). O projeto propicia um espaço para que a criança possa vivenciar de forma cativante o legado cultural, por meio de uma convivência em que voz, gesto e música possam dialogar com as tradições culturais. Neste trabalho, os artistas criam um espaço de compartilhamento em que os diversos níveis de expressão oral e musical das tradições são um convite para a percepção e descoberta de manifestações genuínas de nossa cultura.


Em um passado não tão distante, essas histórias da cultura popular eram compartilhadas em serões de conto em que toda a comunidade participava, ao redor da fogueira, independentemente de idade ou do papel na sociedade. Hoje, elas mostram que, apesar das profundas diferenças entre as comunidades antigas e a sociedade contemporânea, segundo Ricardo Azevedo: “a raiz da chamada literatura infantil está exatamente no riquíssimo conjunto de tradições e manifestações populares e não em utilitários livros didáticos, paradidáticos ou outra coisa".


As tradições orais representam um canal importante de compreensão da riqueza cultural de nosso país, uma vez que essas expressões são particularizações culturais de elementos universais. Costumes, crenças, paisagens, músicas, vestimentas, hábitos alimentares e outras expressões culturais estão representados das mais variadas maneiras nessas tradições, como apontou Câmara Cascudo, nas “coisas que o povo diz".


A riqueza com que se apresentam nas narrativas tradicionais possibilita um encontro fecundo com a diversidade cultural do nosso povo, trazendo a oportunidade para o estudo das diferenças e das peculiaridades da nossa própria cultura, favorecendo a consciência da nossa identidade.


O projeto tem apoio da Copel - Projeto aprovado no Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura - Profice da Secretaria de Estado da Comunicação Social e da Cultura - Governo do Estado do Paraná.


Da Assessoria

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