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Projeto circense percorre o Paraná e promove inclusão de pessoas com deficiência em APAEs

  • Foto do escritor: culturacaopg
    culturacaopg
  • há 4 horas
  • 3 min de leitura
Foto: Divulgação
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Mais de 2.500 pessoas com deficiência participaram de apresentações gratuitas do projeto “Circo do Palhaço Picolé – Incluindo Alegria”, que percorreu 15 municípios do interior do Paraná com espetáculos e oficinas adaptadas. A iniciativa levou atividades circenses a instituições como as APAEs, colocando o público PcD no centro da experiência artística, com participação ativa nas atrações.


Com números de mágica, esquetes cômicas e dinâmicas pensadas para diferentes públicos, o espetáculo promoveu interação constante entre artistas e plateia. Ao todo, foram realizadas 30 apresentações e 15 oficinas de técnicas circenses, reunindo adultos e crianças em momentos de diversão e aprendizado. O projeto foi idealizado pelo artista circense Robert Salgueiro, com coordenação da ABC Projetos Culturais, viabilizado por meio do Programa de Fomento e Incentivo à Cultura do Governo do Paraná (PROFICE) e apoio da empresa Continental.


A passagem pelo interior do estado incluiu cidades como Andirá, Arapoti, Assis Chateaubriand, Bandeirantes, Coronel Vivida, Dois Vizinhos, Mandaguari, Mandirituba, Marialva, Ortigueira, Paiçandu, Palmas, Pitanga, Rio Negro, São Mateus do Sul e União da Vitória, atingindo municípios com população entre 20 mil e 70 mil habitantes. No total, 2.519 pessoas acompanharam as apresentações.


A diretora Sílvia de Paula Stange destacou a experiência vivida na APAE de Rio Negro, uma das instituições atendidas pelo projeto. “Durante a apresentação, foi possível perceber o brilho nos olhos de cada aluno, que acompanhava atentamente as brincadeiras, as mágicas e as interações do palhaço. Muitos participaram ativamente, respondendo às provocações divertidas e se sentindo parte do espetáculo, o que tornou o momento ainda mais significativo”, frisa. Ela ressalta ainda a importância do protagonismo dos participantes. “Esses momentos de protagonismo foram muito especiais, pois demonstraram como a arte e o ambiente lúdico conseguem despertar confiança, alegria e expressão nos alunos. Ver os sorrisos, as risadas e a empolgação de todos foi muito emocionante”, reforça.


Para a diretora, ações como essa evidenciam o potencial transformador da arte. “Essas atividades estimulam a participação, a criatividade, a expressão e a convivência em grupo, fortalecendo a autoestima e o sentimento de pertencimento dos alunos. Além disso, a forma respeitosa e sensível com que o artista conduziu as interações fez com que todos se sentissem incluídos e valorizados”, garante.


Com mais de 26 anos de trajetória no circo, Robert Salgueiro também acumula experiência em oficinas voltadas a pessoas com deficiência, fruto de parceria com a Fundação de Assistência Social de Ponta Grossa. Segundo ele, a escolha do público foi pensada diante das dificuldades de acesso à cultura. “Existe uma carência dessas pessoas em relação ao acesso à produção cultural paranaense, motivada principalmente pela dificuldade de deslocamento a espaços culturais, falta de acessibilidade, ausência de linguagem adaptável à deficiência, assim como a falta de acesso ligada à condição socioeconômica”, pontua.


Após a circulação pelo estado, o artista avalia o projeto de forma positiva. “O mais emocionante foi ver cadeirantes, pessoas com Síndrome de Down, crianças, todas juntas, participando ativamente, fazendo mágica, interagindo, sendo protagonistas”, frisa. Ele destaca ainda o alcance da proposta. “A nossa intenção era valorizar cada indivíduo e reforçar a importância de focar em suas potencialidades e não em suas limitações. Acredito que conseguimos mostrar como as vivências relacionadas ao circo podem contribuir nas atividades, relações e cotidiano das instituições”, ressalta.


Além dos espetáculos, o projeto também promoveu oficinas práticas de técnicas circenses, com duração de 60 minutos e capacidade para 30 participantes por cidade. Ao todo, cerca de 450 pessoas participaram das atividades, que incluíram experiências com malabares e monociclo adaptados. “Nas oficinas, os participantes tiveram a oportunidade de experimentar malabares e monociclo adaptados de acordo com as características do público atendido e tiveram a oportunidade de se sentirem como artistas de circo por alguns instantes. Ao final, eles ainda apresentaram o que haviam aprendido numa mostra de talentos”, explica Robert.



Projeto: Circo do Palhaço Picolé – Incluindo Alegria

Realização: ABC Projetos Culturais

Incentivo: Programa de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná (PROFICE)

Apoio: Continental


Com informações: Assessoria


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