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MON promove exposição inédita com 33 esculturas do artista Túlio Pinto

A mostra, que será inaugurada no dia 22 no espaço do Olho, reúne esculturas de grandes dimensões, que exploram a potência do tridimensional

MON promove exposição inédita com 33 esculturas e instalações do artista Túlio Pinto. Foto: Filipe Berndt

O Museu Oscar Niemeyer (MON) inaugura no dia 22 de junho (quinta-feira) a exposição inédita “Buraco no Céu”, do artista visual Túlio Pinto. Promovida pelo MON, no espaço do Olho, a mostra reúne 33 esculturas e instalações, algumas com grandes dimensões, que exploram a potência do tridimensional. A curadoria é de Roberta Stubs.


“O visitante irá perceber que esta mostra é quase uma ilusão de ótica em que o artista promove um inusitado diálogo entre materiais de diferentes valências. Faz o pesado parecer leve, o frágil se tornar forte”, afirma a diretora-presidente do Museu, Juliana Vosnika. “Mármore e aço estão lado a lado, vigas de ferro parecem flutuar e convivem com lâminas de vidro, numa construção quase poética”.


Segundo Juliana, quando o artista nos surpreende com a possibilidade do equilíbrio e da harmonia entre agentes de naturezas opostas, sua obra cumpre o papel, bem como a instituição que a abriga e a aproxima do público. “Uma das funções da arte é instigar e transformar pessoas”, afirma.


Para a secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande, a nova exposição consolida o Olho como um espaço expositivo cada vez mais diverso e interessante para o público. “A cada exposição, o visitante tem uma experiência diferente. É um privilégio para o Estado ter um espaço tão nobre e tão democrático ao mesmo tempo. Agora é a vez de Túlio Pinto, premiado artista, reconhecido internacionalmente, deixar sua marca aqui”, diz.


A curadora da mostra afirma que a exposição convoca o público a atravessar mundos e a abrir um canal de passagem entre universos muitas vezes dissonantes. Para ela, estar diante dos trabalhos de Túlio Pinto é dividir um estado de suspensão com materialidades sólidas que parecem flutuar. “Mover nosso corpo entre suas esculturas e instalações é transitar num tempo e espaço interrompido, onde as leis da física, regidas aqui por outra lógica, cedem lugar a um encantamento em estado de alerta”, diz Roberta.


Obras

Vigas de aço que atravessam o espaço e placas de vidro que se equilibram entre pedras e cabos de sustentação. Hábil em criar estruturas quase arquitetônicas, o artista instaura campos de tensão que colocam as categorias de ordem e funcionalidade em questão.

Sólidos e transparentes, alguns trabalhos ganham ares de opacidade quando investidos pelo risco de queda (ou até mesmo quebra) que ameaça a estabilidade dos diferentes pesos e medidas que constituem as obras. Túlio Pinto surpreende pelo domínio que exerce sobre materialidades rígidas como o aço, o vidro e o concreto. Um domínio que se dá pela força da flexibilização dos materiais levados ao limite.


Em muitas obras, há a resistência do vidro tensionada ao extremo pela rigidez do aço. Vista de relance, é o ar que parece sustentar o peso dessas vigas ou blocos rígidos que flutuam diante do olhar.


Sobre o Artista

Túlio Pinto é graduado em Artes Visuais com ênfase em escultura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2009). Vive e trabalha entre Porto Alegre e São Paulo.


Entre suas exposições, destacam-se “13ª Bienal do Mercosul: Trauma, Sonho, Fuga” (Porto Alegre, 2022); “Encontros Divergentes” (Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba, 2021); “Glass and Concrete” (Marta Herford Museum, Herford, Alemanha, 2020); “Momentum” (MARGS – Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2019); “Onloaded: Túlio Pinto” (Phoenix Institute of Contemporary Art – phICA, Phoenix, Arizona/EUA, 2015); “Bienal de Vancouver” (Vancouver, Canadá, 2014); “De Territórios, Abismos e Intenções” (Projeto RS Contemporâneo – Santander Cultural Porto Alegre, Porto Alegre, 2013); “CEP: Corpo, Espaço e Percurso” (9ª Rede Nacional Funarte, 2013); “Salvaje – Digesting Europe Piece by Piece” (Traneudstillingen Exhibition Space, Copenhagen, Dinamarca, 2012); “Transposição” (Galeria Augusto Meyer – Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre, 2012); “Nova Escultura Brasileira” (Caixa Cultural Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2011); entre outras.


Seu trabalho faz parte de coleções nacionais e internacionais, entre elas: Usina de Arte, Pernambuco; Instituto Figueiredo Ferraz, Ribeirão Preto; Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Curitiba; Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, Porto Alegre; MARGS – Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Porto Alegre; Museu Nacional de Brasília; Museu de Arte de Ribeirão Preto; Fundação Pablo Atchugarry, Uruguai; Fundação Maria Cristina Masaveu Peterson, Madrid, Espanha; Marta Herford Museum, Herford, Alemanha; Piramidón, Centre d'Art Contemporani, Barcelona, Spain. Nos últimos anos realizou residências artísticas em países como Ucrânia, Canadá, Portugal, EUA, Reino Unido e Holanda.


Sobre o MON

O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.


Serviço

“Buraco no Céu”, do artista Túlio Pinto

Espaço expositivo do Olho

A partir do dia 22, às 19h


Por AEN

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