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Instituto Pegaí realiza prestação de contas para associados

De acordo com os dados apresentados, até o final de 2021 foram disponibilizados mais de 400 mil livros. O montante circulou nas estantes ativas, das 15 cidades do estado

Acervo do Pegaí já ultrapassa marca dos 400 mil livros. Foto: Arquivo/Pegaí

O Instituto Pegaí Leitura Grátis realizou nesta semana a Assembleia Geral de 2022. De forma remota, a sessão contou com a participação de representantes da diretoria da entidade, além de membros dos comitês e voluntários da instituição.


Na pauta das discussões a diretoria apresentou para aprovação o seu relatório anual, além de solicitar a homologação das contas e do balanço aprovado pelo Conselho Fiscal, referente ao período do ano passado. Além disso, foram definidas e aprovadas na conferência as prioridades de atuação do Instituto Pegaí para este ano. Durante a assembleia, os participantes também referendaram o pedido de ingresso de novos voluntários.


De acordo com os dados apresentados na reunião, até o final de 2021 foram disponibilizados mais de 400 mil livros. O montante circulou nas estantes ativas, das 15 cidades do estado que o Pegaí atende.


Com o compromisso de angariar e disponibilizar livros, a diretoria destacou a importância dos três projetos encabeçados pelo Instituto que, devido aos impactos da pandemia, sofreram alguns processos de reestruturação. Das 67 estantes do Pegaí Leitura Grátis, 54 tiveram a abertura gradativa, seguindo um rígido protocolo de segurança. “Os livros dispostos nas estantes passaram pela quarentena e receberam um selo de certificação atestando que o material ficou em isolamento”, destaca o professor Albino Szesz Junior, secretário do Instituto Pegaí.


Um ponto importante exposto durante a conversa, foi o alcance da marca de mais de 8 mil livros restaurados e a abertura da segunda unidade do Hospital de Livros na Comunidade Rainha da Paz, em Carambeí.


Outro braço do Pegaí, o projeto Alimentando Mentes, que recebeu o Selo SESI ODS 2021, disponibilizou mais de 47 mil livros, de 20 títulos distintos para mais de 6 mil famílias em vulnerabilidade social. O projeto nasceu durante a pandemia e, através de parcerias, disponibiliza livros novos e alimentos para essas famílias. “Esses números só são possíveis graças à soma de esforços que une o trabalho voluntário, parceiros e ações de marketing e publicidade. É um conjunto de fatores, onde cada ajuda é importante e cada um contribui com aquilo que sabe fazer”, ressalta o professor Idomar Cerutti, presidente do Instituto Pegaí. No que compete ao voluntariado, o ano de 2021 encerrou com cerca de 7 mil horas trabalhadas e 122 voluntários.


Um dos principais pontos destacados durante a sessão foi a importância das parcerias com a iniciativa privada através da cooperação de empresas, editoras, ilustradores, escritores e amigos do Pegaí, além de programas de incentivo como o Nota Paraná.


Os dados apresentados apontam que, somente por meio dessas colaborações, como as da BO Paper Brasil Indústria de Papéis e Papirus Indústria de Papel, que doam matéria-prima para o Pegaí, além do Expresso Princesa dos Campos que auxilia no transporte dos livros, a “Fantástica Fábrica de Livros” pôde imprimir 54 mil exemplares, de 10 títulos diferentes. Isso representa em média 5 mil exemplares de cada obra disponibilizada nas estantes do Pegaí.


O empresário Ney Ribas Junior, diretor da iPrint Gráfica, empresa amiga do Instituto e responsável pela impressão dos livros, enfatiza sobre a importância de apoiar iniciativas como as do Pegaí Leitura Grátis. “Nós ajudamos o Pegaí porque acreditamos no poder dos livros em influenciar e formar as pessoas e transformar o mundo. Estamos fazendo nosso papel em ajudar a criar uma sociedade com opinião e discernimento”.


Transparência de dados

As movimentações financeiras e operações bancárias da entidade foram explanadas durante a prestação de contas. Desde a criação do Pegaí Leitura Grátis, o grupo gestor do projeto se comprometeu em fornecer todas as informações com transparência, isto porque, acreditam no aspecto ético e legal em compartilhar os dados. “Neste período aproximadamente 61% dos recursos obtidos pelo Instituto Pegaí são oriundos do programa Nota Paraná. O restante do montante é proveniente de parcerias com a iniciativa privada”, salienta Ezequiel Gueiber, membro do Conselho Fiscal.


Da Assessoria