• Mateus Pitela

‘Homem-Aranha: Longe de Casa’ chega a Netflix

Segundo longa em que Tom Holland vive o super-herói, é marcado por roteiro mais fluido e aumento de cenas de ação, enquanto a fotografia viaja por cenários europeus

O filme apresenta um Peter Parker mais maduro que o do primeiro filme, mas que ainda está entendendo suas responsabilidades e a melhor forma de ser um herói. Foto: Divulgação


Em Homem-Aranha: Longe de Casa, o diretor Jon Watts foca no que Mysterio (Jake Gyllenhaal) e suas ilusões têm de mais gráfico, não necessariamente no seu potencial mais narrativo. Os leitores das HQs vão reconhecer, num par de cenas do herói encurralado, aqueles quadros claustrofóbicos em fundo todo preto em que o Aranha (Tom Holland) fica preso nas vertigens de Mysterio, sufocado por imagens que trazem à tona traumas do inconsciente. É o fan service esperado, e que sabe aproveitar bem o caráter cartunesco de situações e de caracterização de personagens. No mais, a boa tradução visual da estética dos quadrinhos é um legado inegável de Sam Raimi que em nenhum momento, mesmo nos filmes estrelados por Andrew Garfield, foi escanteado dentro da franquia.


Esse legado atinge em Longe de Casa um equilíbrio interessante entre humor, cartoon e empatia. A atuação de Jake Gyllenhaal como Mysterio, por exemplo, explora, sem estereotipar demais, o lado mais ridículo do personagem para tirar disso sua força.


Abraçando a Galhofa

E não há como escapar do cartunesco, uma vez dentro dele. A cena-chave é quando Nick Fury (Samuel L. Jackson) tenta passar para Peter Parker o texto expositivo obrigatório no hotel mas vive sendo interrompido: uma musiquinha de filme de espionagem acompanha as falas e é interrompida também nessas horas, para denotar o potencial ridículo do agente de tapa-olho vestido de couro preto, tentando terminar de passar os detalhes da missão. ‘Longe de Casa’ adere à graça da metalinguagem porque sabe que pode se refugiar nela para desarmar seriedades excessivas ou mesmo qualquer cobrança desmedida, e a trilha sonora de Michael Giacchino, no geral bem empregada nesses casos, se encaixa perfeitamente no filme para este fim.


Jon Watts realizada um bom trabalho ao se observar o todo. Faz um bom uso da figura de Peter Parker e seu convívio com familiares e amigos, e explora bem os impactos que ele ser um herói traz. Além de conseguir fazer ligações com filmes passados e do futuro.


A História do Filme

Em ‘Homem-Aranha: Longe de Casa’, Peter Parker (Tom Holland) está em uma viagem de duas semanas pela Europa, ao lado de seus amigos de colégio, quando é surpreendido pela visita de Nick Fury (Samuel L. Jackson). Precisando de ajuda para enfrentar monstros nomeados como Elementais, Fury o convoca para lutar ao lado de Mysterio (Jake Gyllenhaal), um novo herói que afirma ter vindo de uma Terra paralela. Além da nova ameaça, Peter precisa lidar com a lacuna deixada por Tony Stark, que deixou para si seu óculos pessoal, com acesso a um sistema de inteligência artificial associado à Stark Industries.


Da Assessoria