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Artista cria série de cartões postais de Ponta Grossa

Rute Yumi disponibilizou 5 mil exemplares dos postais gratuitamente à população local e turistas

Artista visual ponta-grossense Rute Yumi criou a série de postais ‘Por Onde Andei’. Foto: Divulgação

Quantas histórias e quantas modificações ocorrem diariamente em nosso entorno que não percebemos? Partindo da ideia de retratar a memória de um tempo que precisa ser registrado e relatado, a artista visual ponta-grossense Rute Yumi criou a série de postais ‘Por Onde Andei’, composta por 25 desenhos em técnica de croqui produzidos por ela de 2014 a 2023. Os postais mostram espaços significativos para a memória de Ponta Grossa, passeando pela história, cultura, lazer e paisagens naturais.


Por meio do Edital 011/2023, lançado pela Prefeitura de Ponta Grossa com recursos do Fundo Municipal de Cultura para ações culturais em celebração aos 200 anos do município, a artista viabilizou a curadoria, impressão e distribuição gratuita de 5 mil cartões postais por toda a cidade. Eles foram distribuídos em órgãos públicos municipais, hotéis, rodoviária, Aeroporto Sant’ana, espaços culturais (como Sesc Estação Saudade e CECI), UEPG (Proex, Museu Campos Gerais, Departamento de Jornalismo e bibliotecas), instituições de governança do turismo (Agência de Desenvolvimento do Turismo dos Campos Gerais – Adetur, ACIPG e Ponta Grossa Campos Gerais Convention & Visitors Bureau) e atrativos turísticos (como Parque Vila Velha, Parque Buraco do Padre e Refúgio das Curucacas), entre outros.


“A possibilidade de veiculação dos meus desenhos no formato de cartões postais foi uma experiência enriquecedora, pois me permite um ‘caminhar’ para fora dos espaços tradicionalmente voltados para a circulação de trabalhos artísticos. Recebi muitos comentários positivos a respeito do projeto. Superou as expectativas iniciais”, comenta Rute. O projeto optou pela distribuição gratuita dos postais tanto para o público local como para turistas entendendo a importante função de recordação que este produto possui, com forte potencial para auxiliar tanto na promoção turística como no caráter de pertencimento, educação patrimonial e valorização das belezas do município em seu bicentenário.


“Por se tratar de uma edição comemorativa aos 200 anos de Ponta Grossa, percebemos que a recepção do público foi de grande satisfação em poder ter consigo um fragmento da história, num material de qualidade que pode não somente ser enviado (postal), mas também utilizado como quadro (emoldurado) ou guardado como recordação”, destaca a produtora responsável pelo projeto, Rafaela Prestes, diretora da Inspire Projetos Criativos.


Traços a partir da observação

Artista visual, ilustradora, professora de desenho e pesquisadora em poéticas visuais, Rute Yumi atua com ilustrações há 37 anos. Em 2016, participou da implantação do projeto Croquis Urbanos em Ponta Grossa em conjunto com o artista João Carneiro. Durante os últimos 8 anos, a artista passou por parte do território ponta-grossense observando e refletindo sobre seus micro universos, significando seus contextos a partir de fatos que conhecia e de suas próprias imaginações.


Assim como todo objeto artístico, os croquis foram tomando forma a partir do seu estilo e sensibilidade, portanto, apresentando caráter único e de produção pessoal. “Hoje reúno comigo mais de 200 croquis sobre nossa cidade. São prédios, casas, jardins, ruas, lugares conhecidos e lugares ainda despercebidos pelos olhares distraídos”, conta a artista.

Com Mestrado em Ensino de Ciências e Educação Matemática no eixo Interdisciplinaridade Arte e Ciência, e Especialização em Poéticas Visuais pela Unespar, Rute é, além de pesquisadora, uma observadora. “Sempre penso que não é apenas sobre desenhar. Por entre os traçados, há a observação do que se quer representar, há a imaginação sobre o que se deseja apresentar e sobre o ato da criação. Quando penso em observar, acredito que não seja apenas olhar para a figura que será colocada no papel, mas entender a história de seu entorno. Está além da técnica. É sobre sentir e compreender que estamos presentes num tempo e num espaço, mas, ao mesmo tempo, em trânsito, e isso possibilita que capturemos parte do objeto real, mas nunca ele em si. Mesmo figuras concretas e criadas pelo homem sofrem com o tempo e, portanto, são mutáveis. O que diremos então de paisagens orgânicas e naturais como cachoeiras e rochas?”, pontua.


A artista possui quatro exposições individuais: ‘Trilhas Afetivas’; ‘Notas de Afeto’ I e II, e ‘Miti’. Já participou de cinco Salões de Artes em Ponta Grossa e integrou quatro exposições coletivas. No ensino da arte atuou como professora de desenho no Atelier Jociane Cappelletti, Studio Daniel Masetto, Casa Leonardo e PROEX-UEPG. Atualmente, ministra aulas particulares.


Da Assessoria



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