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Projeto leva cultura inca a escolas e promove oficinas com flautas ancestrais nos Campos Gerais

  • Foto do escritor: culturacaopg
    culturacaopg
  • há 19 horas
  • 2 min de leitura
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Uma iniciativa cultural tem aproximado estudantes da região dos Campos Gerais das tradições dos povos originários andinos por meio da música e da vivência prática. O projeto “Flautas Ancestrais Indígenas: resgate e valorização” realizou, na última segunda-feira (6), uma de suas ações no Colégio Cívico-Militar Professor Becker e Silva, onde alunos participaram de apresentações musicais e atividades formativas ligadas à cultura inca.


Idealizado pelo músico e professor Luís Javier Paredes Reategui, o projeto percorre dez municípios da região com uma programação que inclui oficinas de construção de panflute, o instrumento tradicional andino, além de apresentações e conversas sobre a diversidade cultural dos povos indígenas.


Durante a atividade, os estudantes tiveram contato com sons e instrumentos típicos da região dos Andes, em uma experiência que buscou ir além do conteúdo teórico. Para a diretora da escola, Izis Borck, o impacto foi imediato. “Esta atividade foi mais do que apenas uma apresentação musical; foi um resgate significativo da cultura dos povos originários e uma porta de entrada para um mundo que muitos só conheciam através dos livros didáticos”, destacou.


A ação também dialoga diretamente com conteúdos pedagógicos trabalhados em sala de aula, especialmente sobre povos pré-colombianos, o que amplia o alcance educacional da proposta. Segundo a diretora, a experiência sensibilizou toda a comunidade escolar. “Durante a apresentação, cada flauta e cada canção foram acompanhadas de explicações detalhadas, revelando a profundidade das tradições e a espiritualidade dos povos andinos. O evento não só proporcionou um aprendizado enriquecedor, mas também tocou o coração de todos. A combinação de música, história e religiosidade criou uma tarde verdadeiramente inesquecível”, enfatizou.


Natural do Peru, Javier destaca que a música é elemento central nas práticas culturais andinas, estando presente em celebrações, rituais e momentos de agradecimento. “Existe uma conexão muito grande entre as flautas andinas e a parte espiritual do nosso povo. A gente acredita que, da mesma forma em que o vento pode penetrar em qualquer fenda, o som das flautas pode entrar na nossa alma e curar o nosso espírito”, explica.


O músico também ressalta a relação entre a musicalidade e a espiritualidade ligada à Pachamama, figura central na cosmovisão inca. “A Pachamama cuida de nós providenciando os alimentos que a gente obtém da terra, os medicamentos através das ervas medicinais e até mesmo os materiais que usamos para construir as nossas moradias. Uma das formas que a gente tem de agradecer todo esse cuidado é justamente através das cerimônias espirituais, agradecendo a boa colheita, celebrando a vida e festejando os aniversários”, exemplifica.


Com apoio da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, por meio de recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, o projeto segue em circulação por escolas públicas da região, levando atividades educativas e culturais a municípios como Carambeí, Castro, Ipiranga, Ivaí, Palmeira, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Porto Amazonas, São João do Triunfo e Tibagi.


Com informações: Assessoria

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