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Um ciclo incessante de inovação

Confira a Coluna Estilo e Moda por Silvana Hass desta semana

A relação entre as roupas que usamos e nossa personalidade, cria a nossa identidade. Foto: Divulgação

Há séculos, as roupas são usadas para distinguir e identificar as pessoas na sociedade. A relação entre as roupas que usamos e nossa personalidade, cria a nossa identidade. Pessoas estão sempre expondo seus pensamentos e diferentes opiniões. Já na moda as vitrines representam também o reflexo destas opiniões de forma não verbal.


Uma vitrine tem como finalidade elevar a condição de compra do produto. É muito comum o consumidor de moda se sentir atraído por uma vitrine chamativa e neste caso, um dos sentidos mais trabalhados é a visão. Vale lembrar que para um lojista, a qualidade das peças é o mais importante, pois dá credibilidade a marca. O cuidado com a vitrine de uma loja é muito importante também, por se tratar do primeiro contato do público com a sua marca o marketing sensorial.


A complexa engrenagem na aprovação de por determinada peça, já demonstra nossa preferência e essas decisões dependem de inúmeras variáveis além dos sentidos, como o clima, a ocasião e o humor, mas, mesmo partindo de diferentes critérios de escolha, é possível estarmos sempre “coerentes” e criarmos um estilo que expresse nossos gostos e opiniões, que nos represente de tal forma, que seja possível outras pessoas reconhecerem e identificarem nossa identidade visual.


Outro ponto interessante da moda e que ela é ambígua e feita de opostos: coletivo versus individual, semelhança versus diferença, novo e velho. Os itens do vestuário e o modo de vestir são a melhor metáfora das mudanças de atitudes, comportamento e valores individuais.


A moda dos anos 1990 ficou marcada pelo minimalismo, a simplicidade que foi levada ao extremo. Tal perplexidade diante deste cenário demandou não somente a revisão, mas uma atualização de caráter metodológico da moda. Em 1990 a moda se tornou favorável ao uso crítico da razão, fazer uso de uma tendência de moda não era mais um enfeite estético, uma verdadeira revolução dos tempos contemporâneos levou o setor a renovação das formas, o que com certeza foi a referência não só para o vestuário, mas para a concepção do conjunto da apresentação visual o que incluiu também os acessórios.


Os acessórios como os óculos de sol se tornaram muito mais que um item de proteção dos raios solares. O design precisava fortalecer identidades e criar um vínculo transformador do visual.


A proposta serve como plataforma de criação para o lançamento de tendências atuais. Neste verão os modelos de óculos de sol apresentam um designer extravagante no estilo dos anos de 1970 com os aros quadrados que traduz uma tendência de estética vintage e um perfil lateral ampliado que proporciona um formato maximalista. Armações em acetatos grossas, com transparência ou animal print, já estão sendo usadas.


Quanto as combinações de cores das lentes as escuras se dividem com lentes coloridas no entanto com cores sólidas, como amarelo, rosa e verde. Os óculos complementam tanto a roupa quanto o rosto as lentes coloridas podem dar um destaque no visual, seguindo as tendências de moda.