• Redação

UEPG debate tempos de negacionismo em 14º Fórum das Licenciaturas

O Fórum é organizado pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), Comissão Permanente das Licenciaturas (Copelic) e cursos de licenciatura da UEPG

UEPG debate tempos de negacionismo em 14º Fórum das Licenciaturas. Foto: Jéssica Natal


Como tratar da formação de professores nos dias atuais? Esta é a pergunta que o 14º Fórum das Licenciaturas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) irá debater dias 07 e 08 de dezembro. Sob o tema ‘Desafios para a formação de professores em tempos de negacionismo’, o evento terá palestras e mesas redondas, no auditório e salas de aulas do Centro Integrar, Campus de Uvaranas.


O Fórum é organizado pela Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), Comissão Permanente das Licenciaturas (Copelic) e cursos de licenciatura da UEPG, com apoio do Núcleo de Tecnologia e Educação Aberta e a Distância (Nutead). Para o pró-reitor de Graduação, Miguel Archanjo de Freitas Júnior, refletir sobre o processo de formação de professores é uma pauta necessária em todos os momentos, especialmente nos últimos anos. “Compreender os motivos que levam à falta de interesse do ser professor é algo urgente, pois para que possamos realizar qualquer ação no processo ensino aprendizagem, precisamos de um bom professor”, ressalta. Mas como ter um bom professor se a profissão não tem reconhecimento e valorização social? “Precisamos nos reunir e buscarmos as melhores alternativas para superar este quadro preocupante” afirma Miguel.


O Fórum acontece após edições remotas, por conta da pandemia. “Estamos buscando retomar a normalidade nas nossas vidas e o evento será uma oportunidade para este reencontro”, destaca o pró-reitor. O Fórum ainda acontece no momento em que a instituição implementa a curricularização da extensão – processo de inclusão de atividades de extensão no currículo dos cursos, considerando a indissociabilidade do ensino e da pesquisa. “Participar de um evento desta envergadura é um momento ímpar de aprendizagem, no qual os posicionamentos contraditórios podem ser debatidos, resultando em novas perspectivas e olhares múltiplos para um mesmo fenômeno. Por isso, acreditamos na adesão total e irrestrita de toda a comunidade universitária”, completa.


O tema da edição foi pensado a partir de debates feitos pelo grupo da Copelic, a qual representa 14 cursos de licenciaturas presenciais e seis da modalidade EAD. “O grupo propôs alguns temas e este foi o que melhor representou as nossas angústias sobre a realidade de negação à ciência vivenciada em nosso país”, destaca a professora Lucimar Araujo Braga, diretora do Copelic. “Acreditamos que o negacionismo vivenciado com as questões da saúde, com a crescente onda de pessoas que não entendem a importância da vacina, por exemplo, dominam a área de formação de professores também”, afirma.


Segundo a professora, os cursos de licenciaturas vivem um momento de baixa procura por novos alunos. “Por isso, acreditamos ser pertinente abordar o negacionismo nesta ótica, pois se a educação é direito garantido por lei, o que vem acontecendo que as pessoas não querem ser professores? Vamos trazer à baila um debate que pode contribuir para entendermos o momento vivenciado na formação deles”, complementa.

A abertura do Fórum terá palestra sob o tema ‘Negacionismos e ceticismo: obstáculos epistemológicos na Formação Docente’, ministrada pelo professor Carlos Stange, da Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro). No segundo dia, a programação retorna à tarde, com mesas redondas e palestra de encerramento, às 19h, com Marcelo Knobel, que falará sobre ‘Ciência no combate ao negacionismo’. “A nossa expectativa sempre é positiva no sentido de poder falar sobre um tema que na contemporaneidade parece que oprime a educação como um todo. E somos nós, da educação, que temos a responsabilidade de tratarmos com seriedade um tema como o negacionismo”, finaliza Lucimar.


Mais informações sobre o evento estão no e-mail copelic@uepg.br

Foto: Divulgação


Da Assessoria