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  • Foto do escritorRedação

Telas de Marcelo Schimaneski expõem Ponta Grossa nos seus 200 anos

Atualizado: 11 de mar. de 2023

A exposição das obras ocorrerá neste sábado (11), no Conservatório Musical Maestro Paulino

Telas de Marcel o Schimaneski expõem Ponta Grossa nos seus 200 anos. Foto: Divulgação


O pincel, a tinta e a tela que ganhou de amigos foi o incentivo que Marcelo Schimaneski precisava para treinar os movimentos das mãos, depois do acidente de carro que o deixou tetraplégico, em 1989. Mesmo com as limitações físicas, o principiante virou artista e representa hoje um dos principais nomes brasileiros da Arte Naïf, com o trabalho reconhecido em diversos salões nacionais e internacionais.


E é a arte de Marcelo Schimaneski, imprimindo cores fortes e vibrantes ao patrimônio natural e cultural de Ponta Grossa, que chega na comemoração do município pelos seus 200 anos no próximo sábado, 11/03. A exposição “Um passeio Naif pelos recantos turísticos de Ponta Grossa” retrata lugares e patrimônios como Buraco do Padre, Cachoeira da Mariquinha, Maria Fumaça, Capela Santa Bárbara, Vila Velha, Lagoa Dourada, Catedral Sant’Ana e o Lago de Olarias. O vernissage tem início às 15h, e será no Conservatório Musical Maestro Paulino.


O projeto que deu origem a essas obras foi aprovado pelo Programa Municipal de Fomento e Incentivo à Cultura (PROMIFIC) e conta com o patrocínio da empresa Ap Winner e apoio da ABC Projetos Culturais. A produção executiva é de Dione Navarro e a curadoria do trabalho é de Mariângela Digiovanni, chefe da Divisão de Artes Plásticas na Prefeitura Municipal de Ponta Grossa.


Schimaneski começou a carreira de artista em 2004, 13 anos após o acidente. O maior incentivo recebido foi de sua mãe Jojô. Ela o estimulava a pintar retratos de pessoas que saíam nas colunas sociais dos veículos de comunicação como forma de impulsionar seu talento. Sempre acreditando no potencial do filho, Jojô procurava as pessoas retratadas pelas pinturas e vendia a elas o seu retrato por cinco reais. Assim, a arte de Schimaneski começa a ganhar as paredes de mais casas e a ganhar novos admiradores.


Inicialmente, pintava flores por ser algo mais simples e, com o passar do tempo, foi acrescentando outras ideias no trabalho. Ao pintar Ventania, cidade em que sua mãe nasceu, descobriu a paixão por paisagens locais. “Nessa época, comecei a utilizar a tinta acrílica, mas devido ela secar rápido, não conseguia finalizar nenhum quadro. Foi quando um amigo me apresentou o estilo Naif e agora produzo minhas obras apenas dessa maneira”, explica o artista.


Por conta das limitações físicas, o artista teve que se reinventar. Seus braços alcançam metade das telas e o restante, pinta de ponta cabeça. Na prática, Marcelo Schimaneski descobriu que consegue fazer do reflexo um grande aliado e, com muita maestria, trabalha o jogo de cores nas obras de forma que os elementos se complementam, e são chamativos e diferentes aos olhos dos admiradores. Os quadros são produzidos em sua casa, na região de Olarias, onde apresenta um pequeno atelier.


Hoje, Marcelo conta com 500 telas distribuídas nos continentes e se enquadra entre os 10 melhores artistas Naif do Brasil. “Dizem que a arte Naif é o desenho feito por criança, pois sempre conseguimos compreender o significado por trás de cada imagem. É a arte que utilizo o coração e a emoção em cada pincelada sobre a tela”, expressa.


Toda a trajetória de Marcelo Schimaneski é retratada pela escritora Dione Navarro na obra “Marcelo Schimaneski - pincéis da superação”, lançada em 2021 pela editora ABC Projetos.

Telas de Marcel o Schimaneski expõem Ponta Grossa nos seus 200 anos. Foto: Divulgação


Vernissage

O lançamento dos oito quadros contará com a participação do artista plástico, poeta e sócio do Instituto Montes Ribeiro, Luiz Arthur Montes Ribeiro. Haverá a distribuição de catálogos com as obras produzidas, e informações pertinentes a cada recanto turístico retratado pelo artista. O evento ainda contará com apresentação musical de Leticia Teixeira, apresentação do ballet da Casa das Artes com coreografia de Guilherme Tupich, e declamação de poesia de Melissa Kalva.


Para o artista, foi um desafio o processo de elaboração dos quadros que tiveram início em janeiro de 2022 e levaram oito meses para serem finalizados. “Alguns dos pontos turísticos que pintei tive como base apenas as fotos dos locais, em decorrência da acessibilidade. Em outros, precisei fazer pesquisas e consultar fontes históricas para a produção. Mas ao final, tive resultados muito positivos e uma obra complementa a outra”, relata.


Segundo Dione Navarro, produtora executiva do projeto, o projeto oportuniza à comunidade local e aos visitantes um olhar de contemplação às belezas da nossa região. “Contemplar os pontos turísticos de Ponta Grossa através da arte de Schimaneski, é sentir o belo caminhando pelos recantos, onde a natureza oferece os pincéis para o espetáculo e o artista expressa a sua delicadeza na tela”, destaca Dione.

Serviço

Vernissage "Um Passeio Naïf pelos recantos turísticos de Ponta Grossa"

Local: Conservatório Musical Maestro Paulino

Data: 11/03

Horário: 15h

Foto: Divulgação

Da Assessoria

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