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Projeto leva experiência do circo à pessoa com deficiência

O projeto é chamado de “O mundo especial de Picolé”

Projeto leva experiência do circo à pessoa com deficiência. Foto: Divulgação

Na segunda-feira, 18, iniciou-se a 2ª edição de “O mundo especial de Picolé” em instituições de atendimento a pessoas com deficiência em quatro cidades dos Campos Gerais. O projeto é aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e tem patrocínio da Copel e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).


Criado com o intuito de possibilitar o acesso ao espetáculo circense aos mais variados públicos, “O mundo especial de Picolé” promove a acessibilidade de comunicação junto aos espectadores do começo ao fim, considerando as características do público de cada instituição atendida. “Nossa proposta é que o público interaja e participe do espetáculo, que respeita as limitações de cada pessoa, mas também valoriza suas potencialidades e formas de percepção”, explica Robert Salgueiro, conhecido no palco como palhaço Picolé. Segundo ele, a garantia é diversão, alegria e emoção.


O espetáculo foi pensado para que todos pudessem participar, independente de o público ser formado por cadeirantes, pessoas com autismo, surdez ou deficiência visual. Os artistas adequam as performances para que a experiência seja integral.


O espetáculo circulará na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), Associação de Proteção aos Autistas (APROAUT), Associação Ponta-grossense Assistência à Criança com Deficiência (APACD), Associação Ponta-grossense de Portadores de Deformidades Facial (APPDF), Associação Artesanal do Excepcional (ASSARTE) e Escola de Educação Básica Maria Dolores na Modalidade Especial. No mês de outubro, percorrerá os municípios de Ponta Grossa, Carambeí, Castro e Ortigueira.


Robert Salgueiro conta que sempre se sentiu incomodado com o fato de a maioria das apresentações culturais não se preocuparem com a pessoa com deficiência. Com isso, pensou num espetáculo que torna esse público protagonista. “Decidimos que nós iríamos até eles proporcionando de uma forma completa, levando arte, cultura e lazer. É muito emocionante ver eles imersos nesse mundo do circo”, relata Salgueiro.


O Palhaço Picolé leva à pessoa cadeirante para dar uma volta em um círculo e dança junto com a pessoa portadora de autismo, por exemplo. O picadeiro também é um espaço onde eles interagem. “Nós vemos que é muito verdadeiro quando você trata a pessoa com deficiência com carinho, coisa que muitas vezes a própria sociedade deixa de lado. Eles se sentem acolhidos e amados durante nossa apresentação e sentem que têm o espaço”, explica Salgueiro. Ao todo, serão 12 apresentações pelas entidades entre os dias 18 e 28 de outubro. Confira a programação dos próximos dias a seguir:


Ponta Grossa

21/10, às 9h30: APACD

21/10, às 14h: APPDF

22/10, às 14h: Escola Maria Dolores

27/10, às 14h: APACD


Carambeí

25/10, às 9h30 e 14h: APAE


Castro

26/10, às 9h30 e 14h: APAE


Ortigueira

28/10, às 9h30 e 14h: APAE