top of page

Projeto leva cultura andina a escolas públicas e amplia debate sobre diversidade indígena nos Campos Gerais

  • Foto do escritor: culturacaopg
    culturacaopg
  • 15 de abr.
  • 2 min de leitura
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Estudantes da rede pública nos Campos Gerais tiveram acesso a experiências culturais que resgatam tradições dos povos andinos por meio do projeto “Flautas Ancestrais Indígenas: resgate e valorização”. A iniciativa percorreu dez municípios da região com apresentações musicais, palestras e oficinas de construção de panflute, destacando a riqueza e a diversidade das culturas indígenas.


Idealizado pelo músico e professor Luís Javier Paredes Reategui, o projeto passou, desde 2025, por cidades como Carambeí, Castro, Ipiranga, Ivaí, Palmeira, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Porto Amazonas, São João do Triunfo e Tibagi. As atividades incluíram demonstrações de instrumentos tradicionais, execução de músicas folclóricas e ações educativas voltadas à compreensão das culturas originárias.


De acordo com Javier, a proposta vai além da apresentação artística e busca provocar reflexão entre os alunos. “Às vezes, as pessoas têm a ideia de que os indígenas são um grupo só, que todos são iguais e têm os mesmos costumes. Na verdade, não é assim. Cada povo tem sua própria tradição, sua própria cultura, suas próprias crenças e seus próprios costumes”, enfatiza. Ele acrescenta que utiliza a música como ferramenta pedagógica e de conscientização. “Eu acredito que a música possa ser uma ferramenta, não só para a reconstrução da identidade, mas também para a afirmação da identidade indígena e para mostrar a riqueza que há dentro de cada povo”, frisa.


As apresentações também funcionam como suporte pedagógico, contribuindo para o trabalho interdisciplinar em sala de aula. “Eu me apresento vestido à caráter, mostro os instrumentos tradicionais, conto um pouco da história do povo inca e algumas curiosidades da nossa cultura. Todas essas informações são um material muito rico para que os professores possam trabalhar de forma transversal e têm uma carga muito positiva dentro da escola”, salienta Javier. Ele reforça a importância da continuidade desse conteúdo no ambiente escolar. “O professor de geografia pode retomar alguns temas, o professor de história também. Tudo isso enriquece o trabalho pedagógico da escola e possibilita que os alunos tenham contato com conteúdos que eles viam apenas nos livros didáticos” reforça.


Natural do Peru e descendente de povos incas, Javier vive no Brasil desde 1999. Formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), atuou por 16 anos como professor de português e espanhol. Nos últimos anos, passou a se dedicar integralmente a projetos culturais e educativos, frequentemente em parceria com o irmão, Omar Blas Paredes Reategui, levando apresentações a escolas públicas e privadas da região.


O projeto é viabilizado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, do Ministério da Cultura, e conta com produção executiva da Dali Projetos Criativos e da ABC Projetos Culturais.


Com informações: Assessoria

Comentários


  • Facebook Basic Black
  • Preto Ícone Instagram
  • Preto Ícone YouTube
bottom of page