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Projeto de memorial à Corina Portugal continua em andamento

Após rejeição pelo Compac na praça Marechal Floriano Peixoto, projeto continua a buscar um novo espaço

Pesquisadora Dione Navarro, autora da proposta, justificou a escolha da Praça Floriano Peixoto como um ponto estratégico dentro de um roteiro de turismo religioso. Foto: Arquivo CA


O Conselho Municipal de Patrimônio Cultural (Compac) descartou a instalação de um memorial em homenagem à Corina Portugal em Ponta Grossa. A decisão foi publicada recentemente no Diário Oficial do Município, referente à reunião ordinária do Compac realizada em 6 de fevereiro deste ano.


A proposta original de instalar o memorial na Praça Marechal Floriano Peixoto, em frente à Catedral Sant'Ana, foi rejeitada pelo Compac. No entanto, o Conselho sugeriu alternativas para o local de construção do memorial.


A professora e pesquisadora Dione Navarro, que já escreveu dois livros sobre Corina Portugal (Corina Portugal: Súplicas e Respostas; Corina Portugal: Relatos e Testemunhos) autora da proposta, justificou a escolha da Praça Floriano Peixoto como um ponto estratégico dentro de um roteiro de turismo religioso que engloba a Igreja dos Polacos, a Catedral e a Casa do Divino.


No entanto, em resposta à decisão do Compac, a pesquisadora argumentou que o memorial poderia ocupar outro espaço na cidade, como a "Praça Pôr-do-Sol" ou a "Praça Barão de Guaraúna" (praça da Igreja dos Polacos). Ela destacou que esses locais também possuem relevância histórica e cultural, sendo adequados para honrar a memória de Corina Portugal.


A sugestão ao Compac de buscar um novo espaço para o memorial reflete a preocupação em preservar a identidade e a história da cidade. O Conselho reconhece a importância de Corina Portugal e sua devoção, mas considera necessário encontrar um local que não descaracterize a função e a significância dos espaços já estabelecidos.


A pesquisadora Dione Navarro também destaca outra importante justificativa para a implantação do 'Memorial Corina Portugal', uma devolutiva à população. “A partir de 2022, Corina Portugal deixou de ser apenas uma figura religiosa e tornou-se um patrimônio cultural imaterial, reconhecido através de uma audiência pública realizada no mesmo ano, obtendo aprovação por unanimidade”, afirma a pesquisadora.


Inclusive esse reconhecimento tem gerado uma série de manifestações culturais, como livros, poemas, peças teatrais e até mesmo o nome de uma Casa de Acolhimento para mulheres em situação de risco. Além disso, movimentos populares têm surgido com a intenção de trocar o nome da Avenida Vicente Machado por Corina Portugal. Portanto, o memorial seria uma forma de honrar e preservar essa importante trajetória, proporcionando um espaço de memória e reverência para a comunidade.


A proposta de instalação do memorial a Corina Portugal foi indeferida pelo Compac, mas a busca por um local apropriado continua. A pesquisadora e os membros do Conselho poderão explorar as sugestões de espaços alternativos, como a "Praça Pôr-do-sol" ou a "Praça Barão de Guaraúna", a fim de encontrar uma solução que atenda tanto à devoção à Corina Portugal quanto à preservação do patrimônio cultural da cidade.

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