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Pegaí comemora nove anos com confraternização entre voluntários

Com mais de 460 mil livros disponibilizados, a meta é alcançar até o final do ano meio milhão de livros no acervo

Pegaí comemora nove anos com confraternização entre voluntários. Foto: Divulgação


Já são nove anos desde que os primeiros livros de ler foram disponibilizados nas estantes do Instituto Pegaí Leitura Grátis. Neste mês de julho, o Pegaí fez aniversário e para comemorar, voluntários e membros do grupo gestor se reuniram na APCEF – Associação da Caixa Econômica Federal – no último fim de semana. O encontro serviu também para comemorar a marca dos mais de 460 mil livros disponibilizados no acervo do Pegaí. A meta é alcançar meio milhão de exemplares ainda neste ano de 2022. Essa é a primeira confraternização do grupo após um intervalo de dois anos, em função da pandemia da COVID-19. “Foram 938 dias sem confraternizações e de muito cuidado. Repensamos nosso formato, implementamos novas estratégias e ultrapassamos a marca dos mais de 460 mil livros, impactando milhares de leitores”, pontuou o professor Albino Szesz Junior, secretário do Instituto.


Uma dessas estratégias da qual o professor se refere é o “Alimentando Mentes”, projeto que nasceu durante a pandemia e que hoje já é um dos braços do Pegaí. Com a missão de “abrir o apetite das pessoas pela leitura”, o Alimentando Mentes disponibiliza livros novos para famílias em vulnerabilidade social. “Esses livros são incluídos mensalmente junto com alimentos servidos e/ou entregues por escolas, instituições e iniciativa privada para milhares de famílias. O legal disso tudo é que as famílias criam uma expectativa para saber qual será o livro do mês”, enfatiza o professor. Somente no período de abril de 2020, data da implementação do projeto, até maio de 2022, mais de 77 mil livros foram disponibilizados, exclusivamente, no Alimentando Mentes para aproximadamente 6,9 mil famílias.


Mas, se engana quem pensa que a história do Pegaí é escrita só por números e livros. Uma parte fundamental que norteia todo o enredo é a atuação constante do idealizador do projeto, professor Idomar Cerutti, que sempre acreditou que livros não podem ficar parados nas estantes, privados de serem lidos. Além disso, outra peça chave é a ação do voluntariado. “Só temos a agradecer o empenho e a dedicação de todos os voluntários durante todos esses anos. Porque cada um entendeu o propósito e a missão do Pegaí”, destaca Cerutti. Hoje, o Pegaí Leitura Grátis contabiliza 68 estantes e 132 voluntários e está presente em 16 municípios. Ele também ressalta o papel importante que a iniciativa privada exerce dentro do projeto. “Seguramente as empresas amigas do Pegaí são parte integrante de todo o processo, pois elas nos ajudam com o que podem. Nossa confraternização, por exemplo, foi patrocinada pelo Grupo Madero, Supermercados Tozetto e Aipim. Já os livros de ler, que imprimimos todos os meses, são disponibilizados através de parcerias com gráficas, editoras e empresas do setor. Enfim, essas empresas amigas nos ajudam com a sua expertise”.


A comemoração dos nove anos do Pegaí também foi marcada pelo reconhecimento de voluntários que se destacaram nos últimos anos. Voluntária há mais de sete anos, Wanderléia Domingues de Souza, foi uma das homenageadas pelo Instituto. O reconhecimento rendeu o troféu “Semeador de Livros”. Criado em 2018, ele é uma homenagem para pessoas e empresas que colaboram efetivamente com o Pegaí. Sobre a experiência Wandi, como é chamada pelos amigos, é direta: “Eu amo livros e amo tudo o que faço dentro do Pegaí. É uma satisfação enorme para mim poder fazer o bem, porque isso me faz sentir bem. Oportunizar o acesso à leitura, espalhar conhecimento e de alguma forma, poder fazer as pessoas viajarem dentro das histórias por meio dos livros é muito gratificante”.


Outro voluntário que recebeu o troféu “Semeador de Livros” foi Peterson Strack. Seu trabalho no Pegaí começou em meados de 2015, além de ser o responsável pela estante localizada na FASPG - Fundação de Assistência Social de Ponta Grossa - ele é um dos fotógrafos oficiais do projeto. Para ele, a conexão entre pessoas, histórias e livros é uma das razões para fazer parte do projeto. “O que me motiva ser voluntário Pegaí é poder conectar portas que se abrem e levam a mundos desconhecidos através da leitura. São ações que fazem o bem, ações que fazem aprender coisas novas e conhecer histórias, muitas vezes extraordinárias, a cada livro colocado em uma estante”.


Da Assessoria