top of page
  • Foto do escritorRedação

Para DJ novas mídias influenciam no crescimento da cultura do vinil

Entusiasta do formato, Marco Dusch fala sobre o mundo dos discos

Marco Dusch, DJ e produtor, fala que novas mídias influenciam no crescimento da cultura do vinil. Foto: Dálie Felberg/Alep

Hoje, as pessoas podem carregar milhares de músicas em um celular. São milhões e milhões de reproduções diariamente, tanto em áudio quanto em vídeo. No entanto, uma mídia musical que por muito tempo soou obsoleta, agora volta a fazer a cabeça e os ouvidos das pessoas. Para explicar o fenômeno por trás da paixão pelos discos de vinil, o programa Arte & Cultura na Assembleia conversa nesta semana com o DJ e produtor Marco Dusch, um entusiasta do formato.


Segundo o produtor, os mais jovens são os grandes impulsionadores da onda. Para ele, as novas mídias, como plataformas de streaming, influenciam no crescimento da cultura. “Os jovens estão procurando essa cultura, mas tem de peneirar e pesquisar muito para encontrar coisas legais. Além disso, está saindo muita coisa nova”, comentou. De acordo com um relatório divulgado pela Record Industry Association of America (RIAA) no primeiro semestre do ano passado, a receita de vendas de discos de vinil cresceu 94% se comparado ao mesmo período de 2020 nos Estados Unidos. O crescimento fez com que a mídia representasse mais de 66% das vendas de musica em formatos físicos.


Para Dusch, muito do retorno do vinil pode ser explicado com a utilização de músicas antigas em trilhas sonoras de filmes e seriados. Ele citou o exemplo de “Running Up That Hill (A Deal with God)”, canção de Kate Bush lançada em 1985 que voltou ao número um das paradas musicais após fazer parte da trilha do seriado Stranger Things. “Artistas que estavam na geladeira voltam à moda com isso”, brincou.


Na visão do colecionador, o sucesso do vinil no Brasil só não é maior devido aos altos preços da mídia no País. “O problema é nossa moeda. Tenho muitos amigos que vivem na Europa e que pagam barato pelos discos. No entanto, nossa moeda é desvalorizada, então fica caro. Além disso, o frete também encarece o valor. Esperamos que os preços baixem, mas por enquanto estão muito altos”, disse ele.


No caso de Dusch, a paixão pelo vinil veio ainda criança. Aos nove anos, trocou os brinquedos pelos discos. De lá até hoje, não parou mais. Atualmente, a coleção conta com mais de cinco mil exemplares dos mais variados estilos musicais, passando pelo rock, jazz, blues, mas com foco na música eletrônica. “Gosto de discos com edições limitadas. No mundo do vinil, sempre procuramos coisas novas, músicas para lançarmos como tendência”, revelou ele, mostrando uma prensagem exclusiva, com apenas 300 cópias em todo o mundo.


Por Assembleia Legislativa do Paraná

Comments


bottom of page