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  • Redação

Exposições no MCG lançam olhar sobre a África e o Brasil

Em parceria com Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR), o Museu Campos Gerais traz duas mostras fotográficas inéditas na cidade

Em parceria com Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR), o Museu Campos Gerais traz duas mostras fotográficas inéditas na cidade. Foto: Divulgação


O Museu Campos Gerais (MCG) traz a Ponta Grossa em parceria com Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) duas mostras fotográficas inéditas na cidade. As exposições reúnem diferentes gerações de fotógrafos da família Weiss, de Curitiba. A estreia ocorre em evento gratuito na sexta-feira (11), às 18h, que marca a reabertura do espaço cultural Debret no subsolo do museu. O fotógrafo Marcelo Weiss conduz a apresentação das mostras e conversa com o público.

Marcelo é autor dos retratos que compõem a exposição “Dignidade: as meninas de São Tomé e Príncipe”. As dez imagens foram feitas no Dia das Crianças em São Tomé e Príncipe, país formado por um grupo de ilhas na costa atlântica da África. A data por lá é celebrada em 1º de julho e tem um significado especial, quando crianças vão em festa à escola. Elas recebem dos pais o uniforme novo e as mães capricham nos trançados do cabelo das filhas, que viram verdadeiras obras de arte. “São símbolos da cultura e da dignidade resgatadas naquele momento”, diz o fotógrafo. Para ele, captar os olhares e a alegria de cada uma dessas meninas foi uma experiência única, compartilhada na exposição “Dignidade”.


Profundo conhecedor da fotografia analógica, Marcelo Weiss usou essa base de conhecimento para desenvolver técnicas próprias na fotografia digital. Atuou como fotógrafo de moda, publicidade e marketing para grandes empresas e campanhas. Em viagens, teve contato com outras culturas, com interesse especial pelos povos africanos em Moçambique, Angola, Zimbabue e São Tomé e Príncipe. Ele começou a fotografar aos 11 anos, incentivado pelo avô.


As fotos de Mario Alfredo Weiss, avô de Marcelo, estão reunidas na mostra “Brazilian Way of Life: um visionário no interior do Brasil”. As 19 imagens percorrem as décadas de 1940 a 1960 e resultam de capturas no nordeste brasileiro, no interior de São Paulo e no Vale do Paraíba. A exposição evidencia que, no Brasil, o chamado American way of life estaria longe de se tornar realidade. A vida tranquila com a família no interior se intercala a imagens de pessoas e paisagens durante suas explorações pelo Brasil – aparecem também a roça, os pescadores, caipiras e artesãos.


Mario Weiss era um entusiasta das inovações, tendo um excelente senso artístico e técnico que o leva a fazer experimentos de iluminação e com a revelação fotográfica. A mostra apresenta recorte das centenas de fotos tiradas por ele e preservadas pela família, seja em negativos de vidro, acetato, filmes ou em papel. As fotos são originais, reveladas em processo químico e fazem parte do álbum de fotos que foi herdado pelo seu neto, Marcelo Weiss, que o descreve como a melhor herança que poderia ter recebido.


Espaço Cultural Debret

A reabertura do Espaço Cultural Debret no MCG conta ainda com o retorno da exposição do insetário do professor Felipe Justus, um dos itens mais procurados pelo público. O mobiliário do tribunal do júri do antigo fórum da comarca de Ponta Grossa, sede histórica do museu, também volta a estar em exibição. O evento de sexta-feira (11) é uma parceria com Secretaria do Estado da Comunicação e da Cultura, Museu da Imagem e do Som do Paraná e ocorre por meio da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Culturais da UEPG, com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e do Núcleo de Relações Étnico-Raciais, de Gênero e Sexualidade (Nuregs/UEPG).


A abertura das exposições Dignidade e Brazilian Way of Life completam a programação de fim de ano do MCG. As mostras ficam em cartaz até dezembro. Na semana passada, o museu abriu a exposição “Povos Paranaenses: Mundo Caiçara”, que segue em exibição até abril do próximo ano, no Salão Saint-Hilaire.

Foto: Divulgação


Da Assessoria



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