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Encontros Regionais de Taiko retornam em agosto

O evento tem como objetivo manter viva a cultura milenar de uma das principais tradições nipônicas que se consolidaram no Brasil ao longo dos anos

O evento tem como objetivo manter viva a cultura milenar de uma das principais tradições nipônicas que se consolidaram no Brasil ao longo dos anos. Foto: Divugação


Os Encontros Regionais de Taiko, que reúnem os praticantes da tradicional arte dos tambores japoneses, estão de volta em agosto no Paraná. Neste ano, os encontros serão realizados nas cidades de Castro, entre os dias 27 e 28 de agosto, e em Ponta Grossa, no mês de outubro. O evento tem como objetivo manter viva a cultura milenar de uma das principais tradições nipônicas que se consolidaram no Brasil ao longo dos anos.

O evento foi aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem a direção de produção da ABC Projetos Culturais e conta com patrocínio da Copel, Supermercados Tozetto, Zero Resíduos e Ponta Grossa Ambiental.


“A proposta é exatamente manter a nossa cultura viva e que seja ensinada às gerações mais novas. Se não fizer apresentações, como essa, há risco de a tradição ir desaparecendo. O Taiko está ligado à disciplina, honestidade e união”, afirma Fernando Shigueo, coordenador do Grupo Fuurinkazan Taiko de Ponta Grossa (https://www.facebook.com/fuurinkazantaiko) e diretor artístico do projeto.


O Taiko

A tradição dos tambores é uma arte característica da sociedade japonesa e, ao longo dos anos, tem sido ensinada de geração a geração. O taiko é um instrumento de percussão tradicional do Japão com milhares de anos.


Durante a história, taikos foram utilizados com diversas finalidades: como meio de comunicação; para marcar tempo; na guerra para motivar tropas e amedrontar inimigos; na religião; em festivais e no teatro, para criar sonoplastias. É importante ressaltar que a apresentação de taiko era feita com poucas pessoas. Somente após a 2ª Guerra Mundial foi criado o sistema múltiplo, com várias pessoas tocando os instrumentos – como é tocado atualmente.


No Brasil, muitos descendentes de japoneses se reúnem em associações e grupos com o intuito de preservar a cultura oriental. Um exemplo são os mais de 100 grupos de taiko existentes no país. Somente no Paraná, são cerca de 15 grupos de taiko ativos, totalizando cerca de 200 tocadores.


Segundo Fernando, uma das principais dificuldades é manter esses grupos interagindo e confraternizando, especialmente durante o período da pandemia de covid-19. “Muitos dos integrantes se conheciam e aprendiam sobre o Taiko online pelo computador, mas tinham muitas dificuldades. O som atrasava, era difícil de acertar o tempo das batidas, foi um período muito difícil para quem pratica o Taiko”.


Rafael Itiro Horie é praticante de Taiko há dezessete anos. O ponta-grossense foi bolsista de um intercâmbio cultural no Japão, promovido pela Agência de Cooperação Internacional do país (JICA) para aproximar os imigrantes e descendentes de japoneses que vieram para a América Latina de suas raízes culturais. Ao final do curso, Rafael foi certificado como instrutor pelo Órgão de Taiko do Japão, Nippon Taiko Zaidan (NTF). “Através do Taiko a gente tenta passar para as crianças disciplina, compromisso, comprometimento e, principalmente, conhecimento sobre a própria cultura”, explica.


Para Rafael, os Encontros Regionais de Taiko são uma forma de manter viva a tradição japonesa em terras brasileiras e um espaço que oportuniza criação de novas amizades e aprimoramento de práticas e aprendizados.


Da Assessoria