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Dia do jornalista é marcado por atividades na UEPG

Para celebrar a data, o curso promoveu um evento online, às 7h, que reuniu profissionais da área a fim de discutir a mídia atual

Dia do jornalista é marcado por atividades na UEPG. Foto: Divulgação

O Dia do Jornalista deste ano, comemorado em 07 de abril, foi movimentado para o curso de Jornalismo da UEPG. Para celebrar a data, o curso promoveu um evento online, que reuniu profissionais da área a fim de discutir a mídia atual e responder à pergunta: Como fazer jornalismo em tempos de ataques (governistas) aos profissionais da mídia?


“O evento ‘Bom Dia, Jornalista’ é um momento de reflexão, que ouviu profissionais da mídia sobre os desafios do fazer jornalístico em um momento que o Brasil registra ataques aos direitos humanos e desmonte de políticas públicas”, explica o professor Sergio Luiz Gadini, coordenador da Agência de Jornalismo UEPG, que organizou o diálogo em parceria com o Sindicato dos Jornalistas do Paraná. “A expectativa é realizar novos diálogos nós próximos meses”, completa. O programa foi transmitido via facebook e sua gravação está disponível na página da Agência de jornalismo da UEPG.


O acadêmico do 3º ano de jornalismo, Matheus Gaston, avalia que o cenário atual contribui para o aumento dos ataques à mídia. “A gente sabe que os ataques não são recentes, sempre aconteceram, mas parece que cada vez mais têm se intensificado. E isso assusta, porque o jornalista desempenha um papel tão importante, que é de trazer informação, só que não uma mera informação, é informação bem apurada, útil, relevante e que vai ter reflexo na vida das pessoas. E, pensando em tudo isso, o jornalismo ainda ajuda a combater a desinformação, que é algo que tem se ampliado cada vez mais junto com os ataques à imprensa”, analisa o estudante.


Matheus também se diz sentir apreensivo sobre seu futuro profissional: “Eu me sinto muito assustado porque vejo jornalistas sendo atacados e sei que isso pode acontecer comigo, pode ser amanhã, no futuro, a gente nunca sabe, mas está suscetível a isso”. Ainda assim, para o estudante, a data comemorada neste dia 07 marca uma profissão importante e que ele não se desanima a exercer. “Apesar dessa tristeza e aflição, eu ainda me sinto muito motivado a fazer jornalismo. Saber que uma simples informação ajuda e tem reflexos na vida de alguém me motiva ainda mais”, enfatiza.


Pensar a profissão, seu papel na sociedade, e analisar o fazer jornalístico é muito importante para os profissionais e alunos, conforme destaca o professor Gadini: “Não basta só a gente pensar o exercício do jornalismo como produção e circulação da informação. É fundamental que essa informação, em alguns produtos, em alguns serviços, tenha essa perspectiva de análise, de crítica e de comentário, que é uma tarefa histórica do jornalismo”.


O viés crítico do jornalismo também foi retomado nesta semana pelo curso, com o retorno do Programa Crítica de Ponta ao seu formato audiovisual e de produção presencial, após dois anos produzido remotamente, devido à pandemia. Os responsáveis pela edição foram os alunos da Turma C, do terceiro ano do curso de Jornalismo da UEPG, na disciplina de Crítica de Mídia. O aluno Matheus Gaston, um dos apresentadores do programa, avalia os desafios do período remoto: “Foi muito bom retornar, porque jornalismo é isso: é estar presente, é ir até os fatos, acompanhar as coisas de perto. E a pandemia nos limitou muito em relação a isso, porque a gente teve que fazer uma série de adaptações, fazer matéria em casa, escrever a distância”. O professor Gadini concorda com o aluno, “no caso do jornalismo, é muito difícil pensar a produção laboratorial apenas remota”, afirma.


O retorno às atividades presenciais animou os alunos e proporcionou novas experiências. Matheus relata que sempre teve interesse em participar do formato audiovisual do Crítica de Ponta: “Desde o primeiro ano da faculdade eu conhecia o Crítica e tinha muito interesse em fazer a disciplina, só que, por conta da pandemia, era muito complicado produzir um programa de TV a partir de casa, porque nem todo mundo tinha equipamento ou um espaço adequado pra gravar. Diferente do que a gente tem aqui na UEPG. A gente tem um laboratório, tem câmeras, cenário… Em casa a realidade é completamente diferente”.


As gravações da nova edição do Crítica de Ponta na TV aconteceram no laboratório de Telejornalismo, seguindo protocolos de prevenção contra a covid-19. Para Matheus, é uma alegria voltar ao presencial, mesmo com a mudança que os protocolos conferem à produção: “Ainda existem os protocolos que são pra garantir a nossa segurança, mas essa sensação de voltar a fazer o jornalismo presencial é muito boa”.


No período remoto, o programa, que apresenta opiniões e posicionamento sobre diversos temas, não ficou parado. “Durante a pandemia no ano letivo de 2021, a gente fez a produção laboratorial remota apenas para rádio, e essa produção era veiculada toda semana na rádio comunitária princesa FM, programa semanal de 15 minutos com análises críticas e comentários em mídia e cultura”, explica Gadini. Matheus conta que a produção para rádio foi positiva no período pandêmico, atendendo à demanda e às possibilidades dos alunos. “A gente resolveu testar um formato inédito, que era o programa de rádio. E deu super certo. Era algo muito gostoso de fazer, os alunos gostavam, o resultado era muito bom”, conta Matheus, que afirma ter desenvolvido gosto pelo radiojornalismo após essa experiência: “Eu não tinha muito interesse em rádio e no final eu acabei me interessando”.


“Por mais que tenha sido um processo trabalhoso, foi muito satisfatório. Foi um programa especial. Foi pra encerrar a disciplina e ter um gostinho de como é produzir crítica cultural em formato audiovisual”, complementa Matheus.


O curso de Jornalismo na UEPG

Em 2022, o curso de jornalismo da UEPG completa 37 anos, e é referência na formação de profissionais da comunicação na região. Os alunos reconhecem a diferença que a formação confere às suas carreiras. “Eu diria que a formação é essencial. O jornalista trabalha com informações que vão ter reflexo na vida das pessoas, então tem que ter todo um cuidado ao fazer esse trabalho. Você tem que saber apurar uma informação, saber lidar com as fontes” afirma, Matheus. “E a formação que a gente tem aqui no curso de jornalismo da UEPG é justamente voltada a isso, a produzir um jornalismo de qualidade com uma informação bem apurada e informação relevante, principalmente, que vá contribuir com a sociedade e que vá ter reflexos positivos na vida das pessoas”, finaliza.


Da Assessoria


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