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Conselho Municipal LGBT elege novos representantes

Gestão de 2021 a 2023 foi definida por meio de votação durante o Fórum Municipal LGBTI+

Conselho Municipal dos Direitos LGBT (CMLGBT), realizou a segunda edição do Fórum Municipal LGBT, para a eleição de novos representantes do Conselho para a gestão de dois anos. Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira (2) a Prefeitura de Ponta Grossa, através do Conselho Municipal dos Direitos LGBT (CMLGBT), realizou a segunda edição do Fórum Municipal LGBT, para a eleição de novos representantes do Conselho para a gestão de dois anos. O fórum foi introduzido por palestra ministrada pelo o diretor executivo da organização brasileira LGBTQIA+, Grupo Dignidade, Toni Reis.


Toni Reis contextualizou o cenário LGBT no Brasil e as trajetórias do movimento em busca por direitos humanos, ressaltou a importância do evento Parada LGBT, que ocorre em Ponta Grossa desde 2018, e parabenizou a existência de um CMLGBT de Ponta Grossa. “A Parada LGBT é um evento cultural, social, que promove a cidadania em prol dos LGBTI+, que teve início em 1969, em Nova York. Hoje, sabemos que é difícil conseguir recursos públicos, mas é essencial o apoio do poder público para a realização de um evento organizado, o que facilita o diálogo para ações efetivas. Inclusive, Ponta Grossa é um belo exemplo para as cidades de Maringá e Curitiba, que não possuem um Conselho Municipal LGBT”, ressalta.


A secretária da Secretaria Municipal de Políticas Públicas Sociais (SMPPS), Simone Kaminski, desejou uma boa gestão para os novos representantes. “Essa palestra foi muito esclarecedora e mostra que devemos olhar para o passado, para entendermos as lutas realizadas pelo movimento, mas também olhar para o futuro, com a finalidade de identificar as ações necessárias para uma sociedade mais justa e igualitária. Vamos trabalhar juntos para dialogar e fomentar as políticas públicas que assegurem os direitos dos grupos LGBT de Ponta Grossa”, finaliza.


Segundo a presidente da Comissão Organizadora do Fórum LGBTI+, Bruna Iara, todos os candidatos que concorreram foram aclamados. “Tivemos seis entidades concorrendo, com os seus representantes. Algumas entidades tiveram as suas inscrições indeferidas, portanto não concorreram”, explica.


As cadeiras do CMLGBT são compostas por um representante titular e suplente por coletivos que atuem na causa LGBTI+, um representante, titular e seu respectivo suplente, do segmento LGBT (uma Lésbica, um Gay, um Bissexual e uma pessoa Transvesti), um representante, titular e suplente, homem transexual e mulher transexual, e dois representantes, titulares e suplentes, de entidades da sociedade civil, que atuem nas causas LGBT.


Os representantes eleitos por votação foram:

  • Aliança LGBTI Titular: Thais Boamorte Suplente: Murilo Coelho Pires

  • APP Sindicato Titular: Adriana Mara Souza da Silva Suplente: Simone Aparecida Pinheiro de Almeida

  • Associação Flor de Lis Titular: Bruna Iara Lorian Chagas Suplente: Marcia Cristina da Silva Rodrigues

  • Marcha Mundial das Mulheres Titular: Séforah Regeane Ferreira Suplente: Andreia Alves de Melo Almeida

  • Parada LGBT+ Titular: Lucimara Pereira Duarte Suplente: Nilson de Paula Junior

  • Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) Titular: Kassiane Desplanches Suplente: Aymê Alves de Oliveira

Da Assessoria